O projeto piloto da Prefeitura de Ilhabela, em São Paulo, que instalou um biodigestor na E.M. Paulo Renato Costa Souza, no bairro da Barra Velha, já começou a funcionar. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Meio Ambiente da cidade. 

Segundo Leandro Toledano, representante da empresa HomeBiogas, a escola é a primeira instituição de ensino, da rede pública, a utilizar o sistema na América Latina.

Já em produção de gás, desde o início de dezembro, nele, 10kg de alimento e resíduos da escola podem ser despejados diariamente, diminuindo o descarte de lixo e sendo utilizado como gás de cozinha.

O objetivo da pasta é obter mais três ou quatro biodigestores para transformar todo o lixo do local em gás metano, que entre diversos benefícios, poupará a compra de botijões para cozinhar. Além de ainda gerar biofertilizantes, o equipamento é uma solução para melhoria do saneamento e diminuição da produção de resíduos. A ação também integra as atividades do programa municipal “Verde Azul”.

“Nossa cidade é pioneira nas iniciativas de Educação Ambiental ao vivo, em parceria com a Secretaria de Educação, que significam que as composteiras, as caixas coletoras de bitucas, o biodigestor e todas as oficinas oferecidas para os alunos e professores, são ferramentas para nos ajudar no ensino, para que possamos oferecer aulas vivas de física, química e biologia”, afirmou a secretária de Meio de Ambiente, Maria Salete Magalhães. “Estas são iniciativas de referência para que o aluno participe, envolva-se com o processo, entenda o que é o gás e o biodigestor, e vivencie o que é o resíduo, a importância de tratá-los de forma correta, e no que ele pode se transformar, como adubo, gás e energia elétrica”, continuou.  

HomeBiogas

É um biodigestor que transforma alimentos orgânicos em biogás e fertilizante orgânico líquido. O sistema promove a utilização do biogás para cozinhar em um fogão, enviado junto o equipamento, assim como o uso do fertilizante para irrigação natural de hortas e áreas verdes.

A biodigestão, em pequena escala, é um processo milenar que, quando executada com segurança e eficiência, é capaz de mudar a percepção de pessoas sobre a geração e destinação do lixo orgânico.

Cada sistema promove o tratamento local de até uma tonelada por ano de lixo orgânico e ajuda a reduzir o efeito estufa, deixando de emitir seis toneladas por ano de gases prejudiciais à camada de ozônio.