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O empresário André Ruschel desenvolveu um computador ecologicamente correto. O equipamento tem sua estrutura feita de papelão reciclado e usa componentes que consomem menos energia.

O “Thineco”, nome dado ao computador, é um exemplo de que é possível desenvolver tecnologias que afetem menos o meio ambiente. Natural da cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, Ruschel passou muito tempo fazendo testes até que conseguisse transformar o papelão usado em um material resistente e seguro. “Por um período virei catador de papelão, com muito orgulho, pois admiro o trabalho honesto destas pessoas que ‘juntam’ este material para reciclagem, e depois tive que projetar, colar, e estudar como o Thineco iria funcionar”, relata ele em seu blog.

Após muito tempo de busca pelo tipo ideal de papelão, o empresário concluiu que a melhor opção eram os papelões usados para embalar peças automotivas. Vencida a primeira dificuldade, era hora de definir o design do equipamento. Com o apoio de um amigo, ele conseguiu cortar os moldes em um formato eficiente e menor que o de uma CPU tradicional.

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Cada Thineco conta com 70 chapas de papelão coladas umas às outras. Isso oferece uma estrutura rígida o suficiente para suportar o peso de uma pessoa, sem amassar. Os testes que foram feitos na máquina, mostraram que ela também responde bem ao aquecimento normal de um computador, graças aos orifícios naturais do papelão.

A preocupação com o meio ambiente não se limitou à aparência do Thineco. O inventor fez questão de usar peças que economizassem mais energia. O disco rígido, por exemplo, é o mesmo de um notebook. Mas, Ruschel espera conseguir criar um modelo com HD SSD, que, além de ser mais rápido, consome menos energia e não é mecânico.

O Thineco demorou apenas dois meses para sair do papel e se tornar realidade e o empresário ainda estuda a possibilidade de torná-lo viável comercialmente, já que esse não era o foco principal quando ele começou o projeto.

Com informações do G1

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