Uma das principais reclamações quanto ao uso de dessalinizadores diz respeito ao alto custo. Mas a empresa Hydro Wind Energy, com sede em Londres, desenvolveu um dispositivo com um custo acessível e que pode ser levado a tiracolo para onde quer que você vá.

Batizado de QuenchSea, o aparelho pesa menos de um quilo, mas é capaz de transformar cerca de um litro de água do mar em água potável em apenas uma hora. Em condições ideais, a capacidade é de até três litros de água por hora.

Além de ultraleve, seu design compacto – que lembra um mimeógrafo – permite que ele seja facilmente transportável. Isso garante segurança hídrica em áreas remotas. Desenvolvido para marinheiros, campistas e até como recurso emergencial para viajantes, o dessalinizador pode ser encomendado pelo site Indiegogo por 54 libras esterlinas, equivalente a 359 reais (cotação em 27 de julho de 2020).

Com entrega prevista para fevereiro de 2021, por enquanto, o produto será fabricado no Reino Unido, Estados Unidos e Ásia. Para informações sobre importação, confira o site da companhia.

Dessalinizador portátil

A dessalinização é um processo de tratamento de água que retira o excesso de sais minerais. Isso pode ser feito de duas maneiras: por meio de destilação térmica ou por osmose reversa. O método escolhido pela Hydro Wind Energy foi pelo uso de uma pequena membrana para osmose reversa.

Além da membrana, o aparelho possui um pequeno sistema hidráulico interno, filtração tripla e uma alavanca manual. Ou seja, será preciso empregar energia humana para o funcionamento do dessalinizador portátil – apesar do filtro inicial já remover a maioria dos sedimentos e partículas.

O QuenchSea promete eliminar sais minerais, vírus, bactérias, parasitas e até microplásticos presentes na água.

A vida útil das membranas varia de acordo com diversas condições, incluindo pressão, qualidade e temperatura da água. Mas, substituí-las custa apenas 10 dólares.

Acesso à água potável

A cada compra de um aparelho, outra unidade é doada. A fabricante promete doar 100 milhões de unidades até 2027 para organizações humanitárias parceiras. Um meta ambiciosa em um mundo em que, segundo relatório da OMS e da UNICEF, cerca de 2,2 bilhões de pessoas não têm serviços de água potável gerenciados de forma segura.

Essa questão tornou-se ainda mais evidente com a pandemia. A simples lavagem das mãos, com água e sabão, não é acessível para milhares de pessoas que vivem em condições de total falta de acesso à água ou com recorrentes cortes de fornecimento de água – a exemplo do que acontece nas periferias brasileiras.

No Brasil, um projeto de dessalinizador solar de baixo custo chegou a ser premiado como melhor tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil (FBB), confira: Dessalinizador de baixo custo garante água potável no semiárido.