A energia que as crianças gastam em suas brincadeiras vem sendo usada para garantir a iluminação e a eletricidade nas principais escolas de Gana, país africano que sofre com a falta de acesso a este serviço básico. Por meio de gira-giras especiais instalados em playgrounds, os alunos geram energia para ligar eletrodomésticos, carregar celulares e ainda aumentar a eficiência da iluminação pública das regiões em que moram.

O equipamento de geração de energia limpa é produzido pela ONG Empower Playgrounds, que disponibiliza os gira-giras e outros brinquedos capazes de gerar energia mecânica. O projeto tem parceria com a Birgham Young University, importante centro acadêmico norte-americano, que financiou boa parte da ação, voltada não só para as crianças, mas também para toda a população ganesa.

O responsável pelo projeto é o norte-americano Ben Markham, ex-vice-presidente da ExxonMobil, importante petrolífera multinacional. Depois de passarem um ano e meio realizando trabalhos voluntários em Gana, Markham e sua esposa ficaram incomodados com as constantes quedas de energia no país e notaram a ausência de brinquedos oferecidos às crianças nas escolas, parques e outros espaços públicos do país, sobretudo nas comunidades isoladas.

Se a falta de energia atrapalha principalmente o andamento do calendário escolar do país africano, os brinquedos que incorporam a energia mecânica à rede elétrica são capazes de gerar até 150 watts por hora, quantia distribuída para suprir a demanda das unidades de ensino e ainda carregar as lanternas de LED que o projeto distribui aos alunos, para que utilizem em suas residências durante os apagões.

A instalação dos sistemas demanda uma verba de cerca de R$ 25 mil, dinheiro com o qual é possível gerar a energia fornecida por 200 crianças de 8 a 12 anos, por um período aproximado de cinco anos. Como os investimentos públicos em Gana são bem falhos, o projeto previu a divisão dos recursos para a implantação dos brinquedos por meio de uma campanha de financiamento, o que resultou num valor rateado de R$ 23 para cada criança. Veja o vídeo abaixo (em inglês), mostrando a instalação do equipamento:

Com informações do Catraca Livre.
Redação CicloVivo

Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.