Um grupo de cientistas de Universidade Nacional de Taiwan desenvolveu uma maneira e transformar casca de cebola e ouro em músculos artificiais. A descoberta, apresentada recentemente na revista científica Applied Physics Letters, pode trazer benefícios importantes para a saúde e robótica em um futuro próximo.

Devido à estrutura de célula única da cebola, o novo músculo artificial é capaz de permanecer macio e flexível ao mesmo tempo em que é contraído. Foi justamente este fato que dificultou as experiências anteriores, mas este também é o grande trunfo do projeto. “Assim como os músculos humanos, ele pode contrair e dobrar simultaneamente. Isso é algo que modelos anteriores não podiam fazer”, explicou o engenheiro mecânico Wen-Pin Shih, um dos autores do estudo, em declaração ao site The Verge.

O músculo é construído sobre a epiderme da cebola, a camada transparente debaixo do invólucro exterior. Para conseguir o resultado, a equipe usou a pele passou a pele da cebola por um processo de refrigeração e secagem e mergulhou o material em ácido sulfúrico diluído, isso garante a elasticidade da pele. Em seguida, ela foi mergulhada em duas camadas de ouro e ligada a um eletrodo.


Figura: Divulgação

O resultado do experimento é uma máquina de trabalho construída em cima das propriedades básicas da cebola. As porções superiores da pele expandem sob baixas tensões, dobrando o músculo para baixo. Quando a voltagem é alta, os músculos se curvam para cima.

Por enquanto, os músculos artificiais são fortes o suficiente para pegarem apenas dois miligramas de cada vez, mas os pesquisadores garantem que estão trabalhando em uma melhora e o próximo passo é fortalecer os músculos e reduzir a tensão.


Figura: Divulgação

Caso o novo músculo se torne viável para a produção em larga escala, ele poderia ser uma ferramenta importante para o desenvolvimento da áreas da saúde e da robótica.

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Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.