As garrafas PET parecem ter ganhado mais uma opção de reutilização. No que depender do pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Antonio Eduardo Ferreira Alves da Silva, esses resíduos serão transformados em verniz.

A proposta tem duplo benefício, pois impede que os resíduos sejam descartados e ainda substitui compostos derivados do petróleo que estão presentes na fabricação do verniz. Silva é químico e o experimento, que já foi patenteado, faz parte de sua pesquisa de mestrado. O trabalho também foi reconhecido pela Associação Brasileira da Indústria do PET, Abipet, que coroou o cientista como vencedor da última edição do prêmio de pesquisa.

Antes de investir tempo e conhecimento neste projeto, o cientista já carregava vasta experiência na área de produção de tintas industriais, conforme informado pela Folha de S. Paulo. “O trabalho é importante porque aproveita um material que seria descartado e poderia acabar jogado e qualquer outro jeito, prejudicando o ambiente”, informou Silva ao jornal.

Antes de se tornar verniz, as garrafas precisam ser trituradas, passam por um processo de degradação que altera o peso molecular e outras etapas que não foram detalhadas por Silva, mas que estão passando por aprimoramentos.

Os resultados do experimento têm sido positivos e a aderência foi adequada em diferentes superfícies. Mesmo assim, o material ainda está restrito somente às pesquisas laboratoriais. “Para ser comercializado, é preciso resolver alguns problemas eventuais, como a formação de bolhas”, explicou o especialista. Com informações da Folha.

Redação CicloVivo

Avatar
Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.