O reflorestamento é necessário, mas não é uma tarefa fácil. Mudas de árvores precisam de cuidados como água na medida certa, proteção contra o ataque de insetos e outros animais, manutenção regular e investimento. Como resultado, estima-se que 30% das mudas morram nos primeiros 3 anos após o plantio, quando ainda são mais frágeis.

Foto: Reprodução facebook | Nucleário

Para solucionar este problema, os irmãos cariocas Bruno e Pedro Pagnoncelli e Bruno Ferrari criaram um dispositivo inovador que tem ajudado a garantir a eficiência de processos de reflorestamento.

É o Nucleário, equipamento projetado para que a mão de obra e o monitoramento não sejam necessários após o plantio de mudas. Com a tecnologia, os custos diminuem e o reflorestamento acontece.

Foto: Reprodução facebook | Nucleário

A inspiração veio do design das bromélias – a muda é plantada no centro de uma roda com um formato especial. Três características garantem a funcionalidade do equipamento.

Como funciona

A água da chuva e do sereno é é acumulada em um reservatório e liberada lentamente para o solo, mesmo em épocas de seca, garantindo irrigação constante.

As pontas do dispositivo tem uma área negativa nas pontas que funciona como uma barreira para as formigas. Para completar, a estrutura garante que outras plantas não cresçam em volta da muda, evitando a mato competição – a muda retém com mais facilidade os nutrientes do solo e da adubação.

Os primeiros testes aconteceram na Mata Atlântica, região com enorme potencial para o reflorestamento, mas que possui relevo montanhoso, dificultando o acesso, além de grande incidência de sol e baixo nível de resiliência das mudas nativas. Outros testes também foram realizados no Cerrado, com produtores e trabalhadores rurais da bacia do Guariroba, Mato Grosso do Sul.

Iniciativa premiada

O Nucleário já recebeu diversos prêmios pela sua eficiência e inovação na solução de problemas para a recuperação ambiental. Entre eles, o Biomimicry Global Design Challenge, promovido pela Fundação Ray C. Anderson, dos Estados Unidos, e o Prêmio Hay of Hope, no valor de U$ 100.000. O conceito também recebeu foi premiado com o BraunPrize (Alemanha), RedDot (Singapura). Entre os reconhecimentos nacionais, levou o IdeaBrasil e foi um dos finalistas do Desafio Ambiental, realizado pelo WWF-Brasil.

Foto: Reprodução facebook | Nucleário