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papel de parede ecológico
Papel de parede é feito com matérias primas vegetais. Foto: Veruso

Usados por muitas pessoas para decorar a casa, os papéis de parede podem trazer impactos ambientais negativos, na sua produção, uso e descarte. Os produtos não são exatamente papel, mas lâminas feitas de TNT ou tecido que usam fibras sintéticas e corantes, impossibilitando sua reciclagem.

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Sem a possibilidade de reciclar o produto, os “papéis” de parede acabam em aterros sanitários e mesmo os materiais que seriam reutilizáveis acabam desperdiçados.

Pensando em oferecer uma alternativa mais sustentável para quem gosta de decorar a casa com papéis de parede, a marca alemã Veruso criou uma opção totalmente biodegradável do produto. O papel de parede ecológico é feito exclusivamente com matérias-primas de origem vegetal que usam uma quantidade muito reduzida de água no seu cultivo.

A fabricação deste papel usa um método de produção com agulhas combinado com um processo por hidro entrelaçamento. Isso resulta num papel de parede extremamente robusto, de alta qualidade e agradável ao toque. Os corantes artificiais foram eliminados e o papel de parede vem em um tom natural, com as fibras parcialmente visíveis.

Matérias-primas

Todos os subprodutos do cultivo do linho usado na fabricação do papel de parede podem ser aproveitados. Foto: Veruso

O papel de parede ecológico tem como matérias-primas o linho (65%) e a viscose (35%), sendo 100% compostável. O cultivo do linho permite reduzir o desperdício de água e não gera resíduo, já que todos os subprodutos podem ser aproveitados. O linho usado no papel de parede Veruso Lino é cultivado no norte da França. Nessa região, a tradição de cultivo de linho é já antiga sendo conhecida por seus grandes campos de flores de linho azuis brilhantes. As fibras de linho são especialmente propícias para a produção de papel de parede, uma vez que são bactericidas, quase totalmente antiestáticas e repelentes de sujeira.

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A combinação do linho com a viscose garante a aderência do produto à parede. O resultado é uma mistura de fibras têxteis de origem natural provenientes da madeira por meio de um processo industrial. A madeira usada vem de silvicultura sustentável e tem certificação FSC.

Benefícios

Graças à sua textura, o papel de parede é capaz de reduzir o nível de ruído dos ambientes e evitar que o barulho chegue aos vizinhos ou outros cômodos. Com cerca de 0,5 mm de espessura o produto também serve como isolante térmico.

Imagem demonstra o efeito de isolamento térmico. À esquerda, sem o papel de parede, o calor emitido pela mão é imediatamente absorvido pela parede fria e à direita, com o papel de parede, o calor emitido pela mão é absorvido e armazenado no papel de parede. Foto: Veruso

As fibras vegetais ajudam ainda a controlar a umidade do ambiente, absorvendo o vapor do ar e liberando umidade quando o ambiente se torna mais seco. Por esta capacidade de absorver vapor, a fabricante alerta que o papel de parede não deve ser aplicado em espaços úmidos como cozinhas, banheiros ou porões, pois isso pode levar ao aparecimento de mofo.

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Descarte

Com uma boa resistência e cores neutras, a ideia é que o produto fique por bastante tempo nas paredes. Mas, quando for necessário remover o papel de parede, a operação é simples, podendo ser feita a seco ou com a ajuda de uma esponja úmida.

Para facilitar a compostagem, o papel de parede ecológico pode ser cortado em pequenos pedaços e misturados a outros resíduos orgânicos. Foto: Veruso

Para que o produto possa ser compostado é importante o uso de uma cola orgânica especial feita com celulose pela própria marca. Tintas e outros produtos químicos não devem ser aplicados sobre o papel de parede.

O tempo de decomposição pode levar até 12 meses, considerando as baixas temperaturas da Europa, onde o papel de parede é fabricado. Para acelerar o processo, uma dica é cortar o produto em pequenos pedaços que podem ser misturados a outros resíduos orgânicos a serem compostados.