A mudança no comportamento dos jovens norte-americanos têm causado medo na General Motors. As novas gerações tem trocado o interesse pelos carros por outras tecnologias e o resultado disso é um esfriamento no mercado automotivo.

O artigo sobre o tema foi publicado no New York Times e mostra como as ferramentas de mídia, entre elas as grandes redes sociais, têm suprido o espaço que há alguns anos pertencia ao carro. Um dos trechos do texto diz que antigamente os carros eram a “porta de entrada para a felicidade e independência”, hoje, o Facebook, Twitter e as mensagens de texto permitem que os jovens se conectem ao mundo sem rodas.

Outro fator decisivo para a mudança comportamental tem sido a preocupação com as causas ambientais, além dos altos custos com combustível e a manutenção de um veículo. “Eles [jovens] pensam em um carro como uma chatice gigante”, explicou Ross Martin, vice-diretor da MTV, empresa que presta consultoria de marca para a GM.

Em 2008 a quantidade de jovens de 19 anos que possuía carteira de habilitação era de 46,3% nos Estados Unidos. Dez anos antes o percentual chegava a 64,4%, conforme informações da Federal Highway Administration.

Outra demonstração da perda de poder das montadoras é a influência das marcas entre a juventude. O artigo diz que em uma pesquisa feita com três mil pessoas nascidas entre 1981 e 2000 teve o intuito de classificar as marcas preferidas do grupo. Nenhuma marca de carros chegou ao TOP 10, que contou com Google e Nike.

No Brasil a situação não é muito diferente. Conforme publicado pelo site The City Fix Brasil, a agência Box1824 elaborou a pesquisa “O sonho brasileiro”, com o intuito de identificar os desafios e o que a população espera do futuro. Como a mobilidade foi um tema que obteve bastante destaque, muitos dos participantes citaram a precariedade nos sistemas de transporte público, pedindo que este seja o foco das melhorias. O carro foi colocado como um vilão que polui e ocupa muito espaço nas ruas.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.