O uso de cigarro pode trazer diversos riscos à saúde, que podem, inclusive, impedir a continuidade da vida. Foi a partir desse ponto, que a Fundação do Câncer, Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e Instituto Nacional de Câncer criaram uma campanha contra o tabagismo.

Intitulada “Eu gosto mesmo é de viver”, a ação reuniu o depoimento de mulheres que pararam de fumar. Elas participaram de um estudo feito na comunidade da Maré, no Rio de Janeiro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, em 2010, houve um aumento da mortalidade por câncer de pulmão em mulheres, de cerca de 800%, nos Estados Unidos, desde 1950.

Atualmente, 20% dos fumantes no mundo são mulheres, um dos principais alvos do marketing da indústria de cigarros, de acordo com dados internacionais. Na realidade brasileira, a questão é mais evidente entre as adolescentes, que são atraídas pelos aditivos de sabores como menta, cravo, chocolate.

As mulheres que participaram da campanha perceberam os benefícios que tiveram ao pararem de fumar, agora o grupo busca ajudar vizinhos e amigos a fazerem o mesmo.

Maria Lúcia, de 60 anos, conta que fumou durante 38 anos. Durante esse tempo, o cigarro atrapalhou sua vida social. “Eu tinha vergonha de ir às festas em que os donos das casas não eram fumantes”. Já Juciara Idalina, de 39 anos, fumou por 21 anos. Quando resolveu parar e voltar a se dedicar às atividades que antes não tinha condições físicas. “Comecei a ter disposição para fazer o que sempre gostei: sair, ir à praia e andar de bicicleta”.

A campanha tem como slogan “Eu achava que gostava de cigarro, mas eu gosto mesmo é de viver”.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.