biomercado
Foto: Kiwi SuperFoods
- Publicidade -

A rede de franquias de restaurantes de alimentação saudável Kiwi SuperFoods acaba de lançar um “biomercado”. O negócio vai comercializar produtos orgânicos, artesanais e produzidos localmente sem fazer uso de sacolas e embalagens plásticas. O modelo livre de plástico será estendido para toda a rede em até dois anos.

Fundada em 2014 por Dimitri Oliveira, a empresa tem sede em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, mais precisamente na BeGreen, a maior fazenda urbana da América Latina.

A companhia nasceu com foco nos chamados super alimentos, que “são aqueles que concentram uma boa quantidade de nutrientes, como vitaminas e sais minerais; além de baixo percentual de calorias, açúcares e serem livres de lactose e/ou glúten e que ainda ofereçam algum benefício funcional ao organismo”, explica. Durante a pandemia, ganhou novo fôlego com o aumento da procura por alimentos saudáveis. Numa pesquisa realizada pela Galunion, em parceria com o Instituto Qualibest, 75% dos consumidores disseram que gostariam de comprar comida gostosa, fresca e que ajudasse na imunidade, na própria saúde e da família. 

- Publicidade -

Entretanto, as medidas de contenção ao contágio fez restaurantes passarem longos períodos fechados ou com atividades reduzidas desde 2020. Do sufoco surgiu a ideia de criar o biomercado.

Biomercado 

No biomercado será possível encontrar produtos orgânicos, sem agrotóxicos e de proveniência local. Além de frutas, legumes e verduras, haverá itens de padaria produzidos pelo restaurante; vinhos orgânicos e cervejas sem glúten; queijos artesanais, sorvetes low carb. A empresa desenvolveu até um hambúrguer “plant-based”, isto é, de origem vegetal. 

Foto: Kiwi SuperFoods

Já os itens de higiene, limpeza e beleza não serão testados em animais, além de serem fabricados com pouco uso de água. As fotos de divulgação da empresa mostram que haverá opções variadas de produtos sólidos e em embalagens de vidro. Ainda serão comercializados itens de jardinagem e floricultura.

Em busca da economia circular

Foto: Kiwi SuperFoods

A meta é adotar medidas que enquadram toda a rede na economia circular. “O que fazemos é nos basearmos na própria natureza. No meio ambiente, por exemplo, o resto das frutas comidas pelos animais vira adubo para as plantas, que poderão gerar novas frutas para alimentá-los e isso forma um ciclo virtuoso. Transportando para o caso da Kiwi SuperFoods, as laranjas que comercializamos no biomercado poderão ser usadas como ingredientes em nossos pratos ou servidas em forma de suco produzido na hora. Já a casca e o bagaço vão para compostagem e virarão adubo. Com isso vamos gerar o mínimo possível de resíduos”, explica a diretora de operações da Rede, Danielle Campos Leão.

Um dos grandes focos da rede é ser livre de plástico. “O delivery é um dos grandes responsáveis pelo aumento do consumo do plástico e, ao percebermos isso, em 2020, passamos a fazer as entregas em embalagens de papel para todos os itens do cardápio, em substituição ao plástico e isopor, comumente usados e que têm um tempo de degradação muito maior. Hoje, somos certificados com o selo ‘Eu reciclo’, o que demonstra nossa preocupação com a diminuição da geração de uso de plástico, que já chegou a 2,5 toneladas ao ano”, diz Danielle.

A executiva conta que o negócio tem como base quatro pilares principais: a saudabilidade – em que são oferecidos apenas produtos orgânicos, naturais e que tenham sido produzidos de forma agroecológica –; sustentabilidade, com menor geração de resíduos; e o consumo consciente. 

Dimitri Oliveira

“Apostamos na venda de produtos a granel, que poderão ser colocados em embalagens de vidro no momento da compra. Outro ponto importante é que também trabalhamos com a ideia do ‘farm to table’, em que nossos produtos são comprados direto da fazenda e, desta forma, eliminamos muitas etapas da logística. Neste sentido, as hortaliças estarão dispostas em um sistema de hidroponia, em que o cliente poderá, ele mesmo, colher aquilo que ele vai levar para casa. Desta forma, evita-se tanto a degradação do alimento quanto seu desperdício. Ao fim do dia, o que não foi comercializado continuará fresquinho e pronto para ser colhido e vendido no outro dia”, diz.

O quarto pilar é a valorização dos pequenos produtores locais, não apenas por questões logísticas, visando à diminuição de custos e gastos com transportes em longas distâncias. “Fizemos uma seleção criteriosa dos nossos fornecedores e selecionamos apenas aqueles que contam com práticas sustentáveis e ecológicas. Além disso, adotamos um QR Code no qual os clientes poderão conhecer a história que está por trás daquele produto. Assim, oferecemos algo que é fruto não apenas de um processo produtivo, como também de uma boa história. Nosso intuito, com isso, é agregar valor e experiência, além de difundir a cultura local”. 

Mercado sem plástico

Foto: Kiwi SuperFoods

O Brasil é o maior produtor de plásticos da América Latina, porém recicla apenas 1,28% do que produz. Sem uma legislação que incentive a redução do uso e produção de plásticos descartáveis, os negócios baseados no modelo “plastic free” no país ainda são incipientes. Inspire-se com algumas iniciativas do tipo no Brasil e no mundo:

Supermercado inaugura primeiro corredor sem plástico do mundo

Mercado na Nova Zelândia dispõe frutas e vegetais sem sacos plásticos

Folha de bananeira substitui plástico em mercearia de São Paulo

- Publicidade -