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Quatro mulheres e um novo modelo de proteção aos animais

Instituto Ampara Animal impacta mais de 1 milhão de animais por ano e se tornou referência nacional em proteção e conservação

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Foto: Pixabay

O Instituto Ampara Animal nasceu em 2010 de uma inquietação que ia além da compaixão pelos animais. Criada por Juliana Camargo e Marcele Becker, ambas com passagem pelo mundo da moda e da televisão, a iniciativa começou de forma simples: acolhendo cães e gatos com recursos próprios. Mas logo ficou evidente que apenas boa vontade não seria suficiente para enfrentar a dimensão do problema.

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“Naquele momento, percebi que só o amor não bastava. Era preciso entender como fazer diferente”, relembra Juliana, hoje presidente da organização. Ao buscar especialização em Gestão do Terceiro Setor, ela constatou o que ainda é um desafio: no Brasil, a proteção animal não é formalmente reconhecida como trabalho social, ficando nas mãos de voluntários apaixonados, mas quase sempre sem estrutura ou recursos.

A partir dessa percepção, surgiu uma nova proposta. Em vez de manter um abrigo, Juliana idealizou um modelo de rede: uma instituição dedicada à captação de recursos, suporte técnico e articulação para fortalecer quem já estava na linha de frente da causa animal. O projeto ganhou consistência com a chegada de Cassiana Garcia, atual diretora financeira, responsável por estruturar a operação.

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Marcele Becker, Juliana Camargo, Cassiana Garcia e Raquel Facuri. As fundadoras do Instituto Ampara Animal. Crédito de Foto: Rafael Cusato.

Em 2011, o time cresceu ainda mais, quando Juliana conheceu Raquel Facuri, então executiva de marketing da Jequiti. O encontro ocorreu nos bastidores do SBT e nasceu de um pedido de ajuda para um cão em situação de vulnerabilidade. “Ela me explicou o tamanho e a complexidade da causa. O match foi imediato. Entendi na hora que precisava estar ali”, conta Raquel, hoje Diretora de Operações, Marketing e Projetos da Ampara.

Com a consolidação do trabalho, em 2013 a Ampara obteve a certificação de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), um marco que possibilitou parcerias mais estruturadas. Dois anos depois, deu início a uma nova etapa como “ONG mãe”, apoiando iniciativas em todo o país. E, em 2016, ampliou seu escopo com a criação da Ampara Silvestre, dedicada à preservação da fauna brasileira. “Sabíamos que podíamos ajudar muito mais. Criar a Ampara Silvestre foi um chamado. Nosso objetivo com essa frente é lutar pela preservação da fauna, educar a sociedade e promover um futuro mais consciente e ético com os animais silvestres”, afirma Juliana.

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Foto: Pixabay

O impacto é expressivo: mais de 1 milhão de animais beneficiados a cada ano. Desde sua fundação, a organização encaminhou 24 mil animais para adoção, prestou atendimento médico a 557 mil e vacinou outros 262 mil. Na frente silvestre, mais de 700 animais já foram atendidos. Esse trabalho rendeu reconhecimento. A Ampara figura na lista das 100 melhores ONGs do Brasil e, quase 15 anos após sua criação, mantém uma atuação que vai além do acolhimento: hoje presta consultoria para grandes marcas como Carrefour, Pedigree e Visa, e lidera iniciativas que unem proteção animal e sustentabilidade.

“A nossa trajetória nos mostra que é possível começar pequeno e ir muito longe. A Ampara nasceu do improviso, mas cresceu com propósito, técnica e, principalmente, amor. Seguimos comprometidas com um futuro mais ético, sustentável e compassivo, onde cada vida importa e cada escolha conta”, afirma Juliana.

Conheça o Instituto Ampara Animal.

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Juliana Camargo, fundadora e presidente do Instituto Ampara Animal. Crédito de Foto: Rafael Cusato.