O Largo da Batata, localizado na região oeste de São Paulo, recebeu 32 novas mudas de árvores e um tom verde, em meio a uma imensidão de concreto. O espaço, que abriga também a estação Faria Lima do metrô, foi revitalizado a partir de uma ação da própria sociedade civil.

O plantio foi feito por iniciativa do empresário Sérgio Reis, um dos integrantes do movimento “A Batata precisa de você”, foi ele também quem financiou a ação. Mesmo sem a autorização da prefeitura, o projeto de arborização foi concluído.

Após ter sido reformado para a construção da estação metroviária, a empresa responsável pelo consórcio também foi incumbida de realizar o plantio no local. No entanto, de acordo com os ativistas, boa parte das árvores plantadas não sobreviveu ou não chegou a se desenvolver.

Essa situação incentivou a sociedade civil a fazer modificações com as próprias mãos. O grupo já havia entrado em contato com a subprefeitura local, mas a permissão não fora concedida, sob a justificativa de que a empresa contratada já estaria responsável pelo plantio. Mesmo assim, o empresário decidiu tirar investimento do próprio bolso para que o trabalho fosse realmente realizado.

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele explica que a atitude foi consequência de uma extrema necessidade. “Decidi fazer sem autorização porque a situação ali era desesperadora. Era um deserto do Saara aquilo, uma tristeza humana, cheio de concreto por todo o lado”, informou.

Assim sendo, ele levou a proposta adiante e investiu R$ 5.440 para a compra das mudas e pagamento dos funcionários responsáveis pelo serviço. A ação foi realizada na última semana e culminou na retirada de 11 árvores que estavam mortas, das 302 que haviam sido plantadas pelo consórcio, e o plantio de outras 32 mudas.

Além das novas árvores, existe uma preocupação com as remanescentes. “Tem muita árvore doente e com problema. Elas vão crescer a um quarto da velocidade normal”, explicou o empresário ao jornal.

Esta não é a primeira ação de integrantes do movimento na busca por um espaço mais humano e saudável no Largo da Batata. Entre as atividades realizadas no local estão shows, instalação de bancos, oficinas para aprender a pedalar, entre outras coisas.

De acordo com a Folha de S. Paulo, a prefeitura informou que não punirá os ativistas pelo plantio.

Redação CicloVivo

 

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.