Por Pedro Garcia

O quarto maior responsável pelas mudanças climáticas é a má destinação do lixo, que ao se decompor produz o gás metano. Metade de todo o lixo mundial é doméstico, ou seja, cada indivíduo é em parte um grande ator no aquecimento global e efeito estufa. Foi pensando na quantidade de alimentos sendo jogados fora e no número de pessoas passando fome que a estadunidense Saasha Celestial-One fundou junto a Tessa Clarke o aplicativo Olio.

A plataforma funciona conectando vizinhos uns com os outros e também com mercados e vendas da proximidade. O intuito é que quando sobra alguma comida na casa de alguém, ou ela nao foi vendida em um comércio, as pessoas podem entrar em contato e pegarem para si, sem nenhum custo, o alimento que não seria utilizado e iria parar nas latas de lixo. Basta uma pessoa postar uma foto do alimento que pretende doar com uma pequena descrição e quem estiver nas proximidades receberá uma notificação de que a comida está disponível.

Atualmente o aplicativo reúne mais de 600 mil pessoas e já foram compartilhados mais um milhão de porções de comida. O intuito é que até 2025 a plataforma esteja presente em todo o mundo. A iniciativa criada por Saasha e Tessa foi premiada durante a COP 24 (Conferência do Clima da ONU), na Polônia.

Não há custos para baixar o aplicativo ou para pegar a comida. A verba para sustentar o negócio vem do setor privado. Aliás, Saasha explica que atualmente seu foco não é ser rentável, mas sim ter uma grande e fiel base de usuários, para então, poder monetizar o Olio criando contas premium, por exemplo, o que será pensado para o próximo ano.

O crescimento do Olio se dá por meio dos voluntários que atuam no projeto. De acordo com a co-fundadora, são eles que pegam os materiais de marketing e divulgação e dessa forma, conseguem criar uma base de compartilhamento de alimentos onde vivem. Foi assim, que o aplicativo conseguiu chegar a 49 países e continua a se espalhar por todo o globo.

“Ações individuais são as únicas coisas que já mudaram o mundo. É importante lembrar que em uma escala ações individuais podem fazer com que transformações ocorram”, finaliza Saasha sobre como as ações de cada um podem gerar um impacto sobre o que está ocorrendo no mundo.