A adoção do reuso de água permitirá ao Aeroporto Salvador Bahia economizar 2 milhões de m³ deste recurso na próxima década, o que equivale a 800 piscinas olímpicas.

Tal resultado será possível porque, no ano passado, entrou em operação a nova Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que transforma 100% dos efluentes produzidos no Aeroporto em água com qualidade para reuso. A estrutura processa diariamente 250m³ de efluentes, mas tem capacidade para tratar até 750m³ no mesmo período. O volume processado deve aumentar de acordo com o crescimento do fluxo de passageiros.

Atualmente, a água resultante do tratamento é reaproveitada nas obras em curso no Aeroporto (principalmente para a usina de concreto), jardinagem e resfriamento de asfalto. A partir do segundo semestre, com a entrega do sistema de reuso, o reaproveitamento será estendido para os vasos sanitários, atividades dos bombeiros e torres de resfriamento.

“A ETE usa um dos mais recentes avanços no tratamento de efluentes: membranas de ultrafiltração, que garantem uma maior eficiência na remoção da carga orgânica ao final do processo. Somos o único aeroporto do Brasil a usar este tipo de tecnologia, fato que demonstra o nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do planeta”, relata o gerente do Meio Ambiente do Aeroporto Salvador Bahia, Rodrigo Tavares.

Foto: Divulgação

Como funciona

A ETE construída no Aeroporto Salvador Bahia opera através de um sistema totalmente automatizado de Membranas de Ultrafiltração MBR (Membrane Bio Reactor) integradas ao sistema de digestão de matéria orgânica por Lodos Ativados de Aeração Prolongada.

A Estação de Tratamento de Efluentes tem 99,5% de eficiência, e é composta por várias etapas: separação de sólidos grosseiros, retenção de óleos e gordura, retenção de sólidos finos, controle de PH e remoção de nitrogênio e fósforo. Ao final do processo, os reatores retiram a matéria orgânica e nitrogenada, além de vírus, bactérias e outros microrganismos.

O investimento nesta Estação de Tratamento é adicional ao contrato de Concessão junto à ANAC, e faz parte do compromisso do grupo VINCI com a sustentabilidade. Outras iniciativas destacam a atuação do Aeroporto Salvador Bahia em relação à conservação ambiental, a exemplo da conquista da certificação ACA (Airport Carbon Accreditation), concedida pela organização Airport Council International (ACI), em dezembro de 2018. A certificação avalia e reconhece, em quatro etapas, os esforços de redução de gases de efeito estufa gerados pelos aeroportos. O Aeroporto Salvador Bahia foi o primeiro das regiões Norte/Nordeste e o segundo do Brasil a obter a ACA.

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.