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Borra de cápsulas de café se transforma em biometano

Planta de reciclagem da Nespresso separa o material das cápsulas do pó de café, criando novas possibilidades de circularidade

borra de café
Borra de café retirada de capsulas descartadas corretamente. Foto: Nespresso

Para que uma cadeia de produção seja realmente sustentável, todo o ciclo de vida precisa ser levado em consideração. No caso do café expresso em cápsulas, a produção do café nas fazendas marca o início da produção e a destinação das cápsulas pós-consumo compõe o fim da cadeia. Nesse cenário, a Nespresso atua no cultivo do café com um programa de agricultura regenerativa voltado para os produtores parceiros e possui plantas de reciclagem que podem receber e dar o destino correto a 100% das capsulas do mercado, da marca e da concorrência.

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Mas, além da transformação das cápsulas em matéria-prima para a fabricação de outros produtos, a marca precisa encontrar um novo caminho para a borra de café que vem dentro destas cápsulas.

Parte desse material já era encaminhado para a compostagem e se transforma em um enriquecedor de solos. E, em um novo marco para a circularidade dos seus produtos, a Nespresso deu início à produção de biometano a partir da borra de café, coletada pelo seu sistema nacional de reciclagem.

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Os resíduos orgânicos separados no Centro de Reciclagem em Valinhos (SP) são transformados em gás verde, uma fonte de energia renovável. A próxima etapa do projeto é usar o biogás para abastecer a planta industrial da Nestlé em Araçatuba (SP), fechando um ciclo inteligente e de baixa emissão de carbono.

nespresso postos de coleta
Foto: Divulgação | Nespresso

“O biometano é mais do que uma solução energética: é um caminho para reinventar o ciclo do café, com iniciativas que geram valor ambiental, social e econômico em toda a cadeia.”, afirma Mariana Marcussi, diretora de Marketing e Sustentabilidade da Nespresso Brasil.

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O projeto de biometano nasceu de um ciclo de inovação e análise contínua dos parceiros da marca, com o objetivo de alcançar maior integração, capacidade técnica e soluções para a destinação dos resíduos. O processo de implementação levou cerca de um ano, envolvendo a prospecção de novos parceiros, alinhamento de objetivos e a validação de todo o escopo técnico do projeto.

Como resultado, a Nespresso firmou parceria com a Crivellaro Ambiental, empresa com mais de 65 anos de atuação no setor de gestão de resíduos. Para viabilizar a operação, a marca também promoveu inovações logísticas: o transporte das bombonas com cápsulas até o centro de reciclagem passou a ser realizado por veículos 100% elétricos, reforçando o conceito de uma cadeia de baixa emissão de carbono.

cápsulas de café
Foto: Natasha Olsen

Com um investimento anual superior a R$ 2 milhões a Nespresso prevê transformar entre 750 e 850 toneladas de borra de café por ano em biometano. Esse volume tem potencial de evitar a emissão de cerca de 857 toneladas de CO₂ na atmosfera, seja pela substituição de combustíveis fósseis, como o gás natural, seja pela prevenção da liberação de metano, um gás de efeito estufa mais potente, durante a decomposição do resíduo em aterros sanitários. Segundo a marca, o investimento pode crescer com a ampliação do volume de borra reaproveitada.

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Rede de circularidade

A iniciativa integra uma cadeia que oferece acesso à reciclagem para 100% dos clientes da marca, por meio de mais de 400 pontos de coleta físicos, 34 boutiques da marca que recebem cápsulas usadas e um serviço gratuito de logística reversa via Correios que cobre todo o território nacional. “Hoje, temos a capacidade de receber e dar a destinação correta a todo nosso volume de cápsulas vendido no país e os consumidores, por sua vez, têm se tornado cada vez mais conscientes de suas escolhas. Acreditamos que, juntos, marca e cliente são uma força propulsora em direção a um futuro mais sustentável”, conta Mariana.

nespresso reciclagem
Existam muitos caminhos para o envio das cápsulas para a reciclagem. Foto: Nespresso

No segmento B2B, a Nespresso Brasil mantém um sistema exclusivo de logística reversa para clientes corporativos localizados em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a marca oferece um serviço via agências dos Correios: um coletor de papelão é enviado gratuitamente junto com o pedido de café, permitindo que as cápsulas usadas sejam armazenadas e enviadas de volta com praticidade e responsabilidade.

Já para clientes que consomem mais de 5 mil cápsulas por mês, a marca disponibiliza o serviço personalizado do Recycling Car, ampliando a eficiência da coleta e fortalecendo práticas sustentáveis no ambiente corporativo.

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Cápsulas de café
Foto: Divulgação

Cada cápsula devolvida passa por um processo de separação do alumínio e da borra de café. Enquanto a borra se transforma em biometano, o alumínio retorna para a cadeia da indústria, sendo reintroduzido na produção siderúrgica. A marca também desenvolve projetos criativos e colaborativos que dão novos significados ao material reciclado, como a parceria com a Natura, que já transformou mais de 2 toneladas de cápsulas em embalagens da linha Ekos Castanha; ou a cenografia natalina do Shopping Pátio Paulista, feita com mais de 50 mil cápsulas usadas e depois reinseridas no ciclo da reciclagem.

A Nespresso já alcançou uma taxa global de reciclagem de 35% e tem como meta atingir 60% até 2030. Os investimentos em circularidade superaram CHF 84 milhões apenas em 2024, somando mais de CHF 1,2 bilhão desde 2014. Todas as fábricas operam com 100% de eletricidade renovável, e desde 2014 a marca mantém zero envio de resíduos para aterros sanitários.

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