Atuação colaborativa e restauração: Suzano apresenta resultados na COP30
Companhia consolida seu protagonismo e sinaliza uma nova fase para o setor privado brasileiro na agenda de clima e natureza
Companhia consolida seu protagonismo e sinaliza uma nova fase para o setor privado brasileiro na agenda de clima e natureza
A participação da gigante brasileira Suzano na COP30, antes mesmo de sua Vice-presidente executiva de Sustentabilidade, Comunicação e Marca), Malu Paiva, abrir a fala no painel “Land restoration for climate: private sector progress and solutions“, já demonstrava seu novo status. Apresentada por líderes globais como uma das primeiras companhias apoiadoras da agenda de ação climática real, a executiva reforçou a posição da Suzano no seleto grupo de corporações que priorizam métodos, métricas, escala e resultados concretos em detrimento de meros anúncios de compromisso.
Em painel que reuniu nomes de peso como Chris Armitage (Global EverGreening Alliance), Praveena Sridhar (Save Soil), Jim Andrew (PepsiCo) e Dra. Leigh Ann Winowiecki (CA4SH), Malu Paiva chamou a atenção ao focar em uma abordagem sistêmica. Em vez de ostentar grandes volumes de investimento, ela estruturou sua contribuição em uma matriz fundamental: quem faz, como faz e em qual território faz.
Para a executiva, a verdadeira escala da restauração só será alcançada com a convergência transparente de ciência, financiamento, inovação e conhecimento tradicional. “Todo ator é relevante se estiver aberto ao diálogo. Escalar restauração não é apenas técnica ou financiamento: é empatia, confiança e capacidade real de colaboração”, afirmou.

A executiva destacou um ponto crucial: o relacionamento com as comunidades impacta diretamente a estratégia e o risco operacional da empresa, mencionando que conflitos podem gerar consequências materiais reais, como a paralisação de ferrovias e o fechamento de acessos a fábricas.
Essa visão orientou a criação do modelo Territórios Resilientes, citado durante a COP30. O programa reproduz uma “mini Suzano” em regiões consideradas críticas, integrando áreas social, ambiental, jurídica, industrial e florestal para uma resolução conjunta de problemas com as comunidades.
Os resultados dessa integração, associados à aplicação de novas tecnologias e à evolução de ações colaborativas, já são palpáveis e contribuíram para:
“A maturidade da empresa foi construída em jornada. A Suzano não foi sempre assim. Hoje somos capazes de dizer onde há problemas e como pretendemos resolvê-los, sem negar responsabilidades”, avaliou Malu Paiva, reconhecendo a evolução da companhia.

A participação na COP30 articula-se também com a recém-lançada Estratégia de Natureza da Suzano, que funde ciência, governança territorial e compromissos globais de biodiversidade. A iniciativa ambiciosa inclui:
Tudo isso soma-se às robustas metas climáticas já assumidas pela companhia, como a redução de 50,4% nas emissões absolutas (escopos 1 e 2) até 2032, 15% na captação de água nas fábricas e 70% nos resíduos enviados a aterros, até 2030.
Em um movimento estratégico e incomum para grandes conferências, Malu Paiva optou por quase não mencionar o nome da Suzano durante o painel.
“O melhor discurso sobre nós foi feito pelos outros. O painel não era sobre a Suzano, era sobre como o mundo vai restaurar ecossistemas e colocar as pessoas no centro”, explicou a executiva, enfatizando que credibilidade é construída com coerência, não com autopromoção.

Em meio a um cenário global cada vez mais exigente com o papel das corporações, o caso da Suzano sugere um caminho de sucesso: a combinação entre escala e transparência, ciência e comunidade, floresta e economia. A participação na COP30 sinaliza que o setor empresarial brasileiro tem plenas condições de ocupar um lugar estratégico na agenda global de natureza e clima, desde que consiga entregar resultados verificáveis, e não apenas meras promessas.
