Reabertura das escolas pede espaços ao ar livre

Educadores lançam cartilha com dicas para retomada das aulas presenciais com sugestões de exploração de novos territórios de aprendizagem

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Foto: Pixabay

Muitos países da Europa e da Ásia já retomaram as aulas presenciais com protocolos que incluem a aferição de temperatura na entrada, utilização de máscaras e álcool gel, janelas abertas para ventilação, distância de 1.80 m entre as carteiras, e até mesmo divisórias de plástico para separá-las. Algumas escolas acomodaram as carteiras em quadras esportivas enquanto outras estão realizando aulas ao ar livre.

Mas será que é o suficiente para nos sentirmos seguros?

A retomada das aulas presenciais está diretamente ligada à capacidade transformadora das escolas, ao reconhecimento de outros territórios de aprendizagem – espaços públicos ao ar livre, ambientes abertos, interações com a comunidade no entorno da escola, etc.

Sabemos que muitas escolas não possuem áreas externas para oferecer experiências ao ar livre. Essas escolas precisarão pensar em alternativas de acesso a locais além de sua sede. A COVID-19  é o empurrão que está fazendo com que os educadores busquem explorar outros territórios educativos.

Sugestões para o planejamento

Diante desse cenário tão desafiador, o Instituto Alana e parceiros, elaboraram um documento com sugestões sobre o planejamento de reabertura das escolas. O documento sugere o uso de espaços públicos – parques, praças e clubes, com as turmas das crianças pequenas, como forma de evitar a aglomeração e promover o contato com a natureza, além de liberar o espaço escolar interno para as crianças mais velhas e adolescentes .

O uso de espaços ao ar livre pelas escolas já aconteceu no passado, no início do século 20, quando as escolas ao ar livre transformaram-se  em um movimento que se espalhou pela Europa e pelos Estados Unidos como medida de combate à tuberculose. Essa solução, adotada na época, pode servir de inspiração na busca de alternativas que permitam a retomada das aulas presenciais.

A britânica Juliet Robertson, consultora educacional especializada em aprendizagem ao ar livre, afirma que a interação e exploração dos espaços abertos trazem oportunidades educativas muito mais efetivas e perduráveis para as crianças e jovens, além de inúmeros benefícios para o desenvolvimento integral da criança.

Se você achava que o único jeito de ser escola fosse entre quatro paredes, a partir de hoje mude sua concepção. Existe outro jeito de ser escola. A crise que estamos atravessando está exigindo profundas mudanças e novos paradigmas na educação.