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Foto: Paul Hanaoka | Unsplash
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No início desta semana, dia 18 de outubro, a Uber lançou no Brasil o Uber Planet, novo produto da plataforma que oferece aos passageiros a possibilidade de compensar a emissão de carbono (CO2) das viagens feitas pelo aplicativo. A novidade chega primeiro nas cidades de Florianópolis, Natal, Maringá, São José dos Campos e Campos dos Goytacazes.

Para o lançamento, a Uber se uniu à Carbonext , empresa responsável por medir e compensar a pegada de carbono produzida pelas viagens na plataforma. Os créditos de carbono compensados serão direcionados para projetos de preservação de áreas em risco de degradação da Floresta Amazônica brasileira.

O valor de uma viagem com o Planet será, em média, 5% maior do que uma viagem com o UberX ou Comfort. Ao final de cada mês os usuários receberão um relatório com a quantidade de CO2 compensado.

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Foto: Dan Gold | Unsplash

Como funciona o Uber Planet?

A parceria beneficiará projetos em 1 milhão de hectares da Floresta, que geram cerca de 5 milhões de toneladas de créditos de carbono ao ano. Os créditos serão gerados a partir da manutenção das árvores da Amazônia de pé. Cabe lembrar que o desmatamento é a principal causa das emissões de CO2 e contribui diretamente para o aquecimento global e as mudanças climáticas.

Como fazer viagens com o Uber Planet?

Para usar o Uber Planet não é necessário baixar um novo app, basta abrir o aplicativo da Uber já instalado no celular, digitar os locais de início e destino da viagem e escolher as opções Uber Planet ou Comfort Planet.  

“Com o Planet, os usuários da plataforma poderão se movimentar e, ao mesmo tempo, ajudar o meio ambiente. Essa nova modalidade permitirá que a Uber siga com o seu compromisso global de se tornar uma empresa cada vez mais sustentável ao mesmo tempo em que contribuímos com a construção de um ambiente mais saudável para todos nós”, explica Silvia Penna, gerente de operações da Uber no Brasil.

Para e parte do time do quarteto brasileiro de especialistas da ONU para mudanças climáticas, a parceria vai estimular a conscientização sobre a preservação da Amazônia, assim como o desenvolvimento da bioeconomia local.

“Para a Floresta, os créditos funcionam como uma alternativa economicamente viável à derrubada das árvores para plantio de soja, pecuária ou venda ilegal de madeira, preservando a biodiversidade deste bioma. A Carbonext devolve à floresta 70% da renda gerada pela comercialização dos créditos de carbono para defesa, benefício e desenvolvimento da população que mora lá”, explica Janaína Dallan, CEO da Carbonext.

“Estamos muito felizes com este projeto com a Uber, que vai estimular a economia de baixo carbono e a conscientização dos clientes, que estarão contribuindo com o futuro sustentável do planeta”, diz ela.

Emissões da Uber

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Foto: Viktor Bystrov | Unsplash

Em 2020 a Uber anunciou que se tornará uma plataforma com emissão zero de carbono até 2040. Nos Estados Unidos, Canadá e em cidades europeias, a meta é de que 100% das viagens aconteçam em veículos elétricos (EVs) até 2030. A empresa também está comprometida a alcançar emissões zero das operações corporativas até 2030, uma década à frente das metas do Acordo de Clima de Paris.

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