Rio de Janeiro é considerada uma das melhores cidades do mundo para ciclistas

Um levantamento divulgado por uma consultoria internacional de planejamento urbano considerou o Rio de Janeiro como uma das melhores cidades do mundo para ciclistas. Mesmo com um alto número de acidentes, a capital fluminense ocupa o 12º lugar do ranking, superando, até mesmo, a qualidade da capital francesa.

Os dados foram apresentados no relatório Copenhagenize Index 2013, que analisa os 150 lugares com a melhor infraestrutura para o modal sustentável. No documento, a melhor cidade brasileira para ciclistas toma a frente de Paris e Barcelona, que têm planos de mobilidade urbana muito desenvolvidos.

Os cariocas comemoraram a colocação da cidade, que subiu no ranking graças aos esforços de expandir as ciclovias e ciclofaixas. Em quatro anos, a malha cicloviária do Rio subiu de 150 para 305 quilômetros. Até 2016, a previsão é que este número passe para 450 quilômetros distribuídos por várias regiões da cidade.

O avanço da cultura das bicicletas no Rio se deve às mudanças de comportamento das pessoas, que deixaram de considerar as bikes como objetos de lazer e passaram a incorporá-las na rotina de transporte de massa. De acordo com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, mais de um milhão de viagens de bicicleta são registradas todos os dias no Rio, tanto para pequenos deslocamentos, como na realização de entregas e prestações de serviços.

Mesmo com a animadora notícia, o número de acidentes com bicicletas ainda é preocupante na capital fluminense. O Copenhagenize Index recomendou a diminuição da velocidade dos carros nas faixas que beiram as ciclovias, além de intervenções para moderar o trânsito em áreas específicas.

Em contrapartida, o secretário municipal de Transportes, Carlos Roberto Osório, alegou que os ciclistas não devem pedalar em determinadas áreas da cidade. “Pistas sem recuo e sem acostamento não são recomendadas para os ciclistas. As vias expressas, como a Linha Amarela, a Linha Vermelha e a Avenida Brasil, também não devem ser usadas. Os riscos e as limitações de cada meio de transporte devem ser respeitados”, declarou o secretário ao G1.

Redação CicloVivo