No último domingo (11), a Prefeitura de São Paulo lançou um comercial de TV que integra a campanha "A São Paulo que a gente quer", uma série de vídeos institucionais que começou a ser veiculada com a inauguração das faixas exclusivas de ônibus.

O vídeo inicia com um convite: “Vamos fazer o trânsito que a gente quer?”. Logo após o questionamento, se desenrola uma série de informações importantes, direcionadas aos motoristas e ciclistas.

A campanha recomenda que, ao avistar um ciclista, o motorista deve  reduzir a velocidade e manter um metro e meio de distância, como exige o artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Apesar de constar na lei federal, o desrespeito não é fiscalizado e, dificilmente, os infratores são punidos pela CET.

Já os ciclistas, ressalta o texto do vídeo, devem ficar atentos à sinalização e usar os acessórios de segurança. Esse trecho causou polêmica entre os telespectadores e ciclistas, uma vez que as imagens mostram algumas pessoas sem capacete. Por lei, não há obrigatoriedade no uso, embora seja recomendado para a proteção em caso de acidentes leves. Mesmo assim, o que mais se vê na rua, é que boa parte dos usuários da bike não utilizam.  

O vídeo também mostra pessoas pedalando na faixa central de uma avenida, algo que é considerado impróprio e inseguro na visão de motoristas inconformados com o fato de que a bicicleta pode ser utilizada como um meio de transporte. Muitos acreditam que os ciclistas devem ficar na lateral, pedalando próximo ao meio-fio, entretanto, há diversos motivos que mostram o contrário, entre elas: os ciclistas ficam invisíveis aos motoristas que saem de garagens ou aguardam em um cruzamento, não têm rota de fuga caso surja algum empecilho no caminho, estão mais vulneráveis a pavimentação ruim dessas áreas.

Por fim, o comercial mostra um motorista e um ciclista saindo para trabalhar a rua e termina com a seguinte mensagem “A rua é de todos e tem espaço para todo mundo, é só saber compartilhar”.

Confira abaixo a campanha:

Marcia Sousa – Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.