As mulheres da Coreia do Norte estão novamente proibidas de andar de bike no país. A restrição valeu por duas décadas, mas havia sido suspensa em agosto do ano passado. No dia 10 de janeiro, as autoridades voltaram atrás e negaram o direito de as norte-coreanas conduzirem as bicicletas.

A determinação foi imposta pela primeira vez nos anos 90, durante o regime do ditador Kim Jong-Il, que morreu em 2011. A proibição passou a vigorar depois que uma ciclista se envolveu em um acidente com um automóvel em Pyongyang, capital norte-coreana.  Até o ano passado, as mulheres eram proibidas de conduzir bicicletas e automóveis na Coreia do Norte – e, agora, a restrição novamente tornou-se válida.

Para justificar a proibição, as autoridades do país afirmam que as mulheres não podem andar de bike porque a prática “fere a moral socialista”. Para reafirmar a ideia, a TV estatal transmite a imagem de uma ciclista de saia montada em uma bicicleta, como se as pedaladas das mulheres fossem ofensivas ao regime político do país asiático.

Para piorar, desta vez a determinação voltou mais rígida do que era antes. Agora, em vez de pagarem uma multa, as norte-coreanas que forem flagradas pedalando terão suas bikes confiscadas pelo Estado. O problema se agrava mais ainda porque as mulheres também não podem dirigir – o governo da Coreia do Norte alega que as elas não conduzem os veículos tão bem quanto os homens.  Assim, as norte-coreanas ficam proibidas de conduzir um meio de transporte particular no país, onde é maior o número de bikes do que de carros e motos.

Desta vez, a regra foi imposta por Kim Jong-un, o mesmo que liberou as bikes para as mulheres em agosto do ano passado. O filho do ditador Kim Jong-Il demonstrava-se mais flexível do que seu pai – há imagens do sucessor sorrindo e falando em público (a maioria dos ditadores da Coreia do Norte nunca disse uma palavra na frente das câmeras).

No país asiático, as mulheres não têm os mesmos direitos que os homens. Até junho do ano passado, elas eram proibidas até mesmo de usar calças no país. Além disso, muitas trabalham nas ruas da capital Pyongyang como “semáforos humanos”, sinalizando o trânsito de motoristas e ciclistas. Com informações da Rádio Voz da Rússia.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.