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Foto: Pixabay
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O primeiro ministro francês, Jean Castex, anunciou no final de julho um projeto para a construção de ferrovias para o transporte de alimentos e outros produtos na França.

Os mantimentos hoje são transportados em caminhões e a troca pelo transporte ferroviário faz parte do compromisso do governo com a redução de emissão de gases do efeito estufa, produzidos em grande parte pelo transporte rodoviário.

Os “trens de comida fresca”, como ele chamou, irão ligar o principal mercado de Paris com a cidade de Perpignan, na região Sul, por uma ferrovia que já existe, mas está desativada desde o ano passado.

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Existe ainda a possibilidade de conectar a ferrovia Paris-Perpignan com outras cidades europeias como a Antuérpia, na Bélgica, e Barcelona, na Espanha. Além disso, outras duas linhas férreas ligando o Norte e o Sul do país serão lançadas.

“O governo está reafirmando seu compromisso e este o primeiro passo para que o transporte de carga por ferrovias volte a acontecer na França”, garantiu Castex.

O transporte ferroviário de carga vai acontecer em estruturas já existentes, sem a cobrança de taxas, até o final do ano – em 2021 a taxa terá desconto de 50%.

Vitória dos ambientalistas

Nas últimas décadas, os trens perderam espaço para os caminhões na França e hoje transportam apenas 9% das cargas no país, uma porcentagem pequena se comparada aos 45% registrados em 1974 e aos 18% da média europeia.

Em junho, o presidente francês Emmanuel Macron prometeu uma aporte de 15 bilhões de euros em um novo fundo para economia verde, uma dia após as eleições municipais do país quando candidatos ambientalistas foram eleitos para as prefeituras das grandes cidades na França.

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