As ciclofaixas de lazer ativadas nos domingos e feriados na cidade de São Paulo estão servindo de modelo para várias cidades brasileiras. Com um número de adeptos cada vez maior, a opção de lazer e transporte para ciclistas foi iniciada na capital paulista em 2009 e já inspirou a criação de ciclofaixas em Brasília e no Rio de Janeiro.

Se, nos primeiros meses, muita gente estranhou as pistas ocupadas por ciclistas na capital paulista, hoje, a ciclofaixa é um modelo de transporte e lazer que já inspira grandes cidades ao redor do Brasil. E não são apenas as capitais que tomaram iniciativas para aumentar o tráfego de bikes aos finais de semana: em Caxias do Sul (RS), um percurso de 4,5 km funciona todos os domingos, das 14h às 20h, exceto em dias de chuva.

Já em Brasília, uma ciclofaixa de 7 km de extensão está prestes a ser inaugurada – o trajeto já passou por testes e deve entrar em operação em breve. Por lá, a faixa seguirá um modelo parecido com o da capital paulista – implantada aos domingos, a pista reservada para os ciclistas ficará separada por cones e deve funcionar das 8h às 16h.

Em Recife, a ciclofaixa de lazer tornou-se uma nova opção turística aos domingos: com cerca de 20 km de extensão, o trajeto possui rotas que ligam as zonas norte e sul da cidade, passando pela parte histórica da capital pernambucana. “Após a consolidação dessas duas rotas, vamos ampliar as ciclofaixas para outras artérias, todas em direção ao Marco Zero”, declarou o secretário de turismo do Recife, Felipe Carreras, ao jornal O Estado de S. Paulo.  

Quando foi inaugurada em São Paulo, a faixa especial para ciclistas possuía apenas 5 km e percorria trechos entre as zonas oeste e sul da cidade. Com a aceitação do público, foram criados novos trechos de ciclofaixas em outras regiões da cidade, mas, infelizmente, nem todos os locais apresentam boas condições para os ciclistas urbanos – quando foi inaugurado, em setembro do ano passado, o trecho central da ciclofaixa não estava em boas condições – havia até mesmo um poste no meio do trajeto. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.