O Bike Arte Gira está recebendo inscrições de pessoas interessadas em ministrar cursos voltados à arte urbana e à cultura da bicicleta nas temáticas: produção cultural e cicloativismo; serigrafia e lambe-lambe; grafite e estêncil; e mecânica e cicloturismo. 

As formações são parte da programação dos três festivais que acontecem durante o primeiro semestre de 2020 nos bairros do Glicério, no dia 5 de abril, Jaguaré, no dia 17 de maio, e Parque Novo Mundo, dia 21 de junho. 

Serão selecionados 12 multiplicadores para as próximas três edições do Bike Arte Gira, que vão gerar conhecimento a um público direto de 240 pessoas. A pessoa selecionada selecionada será remunerada em R$ 1,5 mil e os materiais das aulas serão fornecidos pelo Bike Arte Gira. 

São quatro cursos em cada território com duração de até 20 horas, gratuitos e voltados para a população local em turmas de até 20 pessoas. Espera-se que a comunidade seja estimulada a conhecer o potencial de uso da bicicleta não só como transporte ou lazer mas também como ferramenta de geração de renda, de fomento à arte urbana e de sustentabilidade socioambiental. 

A seleção das propostas de cursos vai obedecer a critérios que fomentem a participação e engajamento locais. A preferência será para pessoas com vínculos nos territórios e a escolha final ocorrerá em um processo de curadoria popular via internet.

A ideia é fazer com que cada proponente de curso ative as redes de relacionamento que possui junto à comunidade para  reunir os votos necessários para ser vencedor ao mesmo tempo em que atraia alunos e alunas com interesse em participar das formações, que serão realizadas no próprio bairro.

As inscrições devem ser realizadas por meio de edital publicado no site http://bit.ly/editalbikeartegira. Para o festival do bairro do Glicério, elas encerram em 10 de fevereiro.

Como funciona a seleção

1 – Submissão de propostas
Para participar da seleção é preciso enviar uma proposta de curso por meio do site http://bit.ly/editalbikeartegira observando o prazo final de inscrição de cada território. 
2 – Habilitação
A segunda fase é a habilitação da proposta pela equipe do Bike Arte Gira e parceiros. Quem cumprir com os critérios vai para próxima fase, a Curadoria Aberta. 
3 – Curadoria Aberta
Após a habilitação das propostas começa o processo de Curadoria Aberta online. Qualquer pessoa pode votar. A proposta que receber mais votos de internautas será a escolhida. A votação será realizada no formulário eletrônico a ser disponibilizado em breve.
4 – Inscrições de participantes
Quem participar da escolha das propostas de cursos poderá usar o mesmo formulário de votação e já se inscrever na oficina escolhida. A preferência das vagas será para quem mora no bairro e observará a paridade de gênero e diversidade étnico-racial e LGBTQ+.

Projeto já passou por Heliópolis e São Miguel Paulista

Os três Bike Arte Gira que ocorrem em 2020 completam o total de cinco edições programadas de acordo com o projeto habilitado no Pro-mac – Lei de Incentivo à Cultura da Prefeitura de São Paulo. No ano passado, dois festivais foram realizados em Heliópolis, na zona sul e em São Miguel Paulista, na zona leste. Ele é financiado integralmente pela Uber. 

“O Bike Arte Gira é um festival a céu aberto, gratuito e voltado para populações menos favorecidas. A missão é promover a arte urbana por meio de manifestações artísticas heterogêneas e plurais desenvolvidas no espaço público com a temática da bicicleta e produzidas por artistas da própria comunidade”, explica Murilo Casagrande, diretor do Aromeiazero.

Cada edição do evento deve estimular o uso da bicicleta não só como transporte ou lazer, mas também como facilitadora das artes, estímulo à geração de renda, e engajamento social. Após a realização dos cursos, acontece um festival a céu aberto em uma das ruas do bairros, que é fechada para as pessoas poderem curtir um dia sem carros, em segurança, aproveitando as atividades que aproximam as famílias dos conceitos de mobilidade urbana sustentável.

Quem produz o Bike Arte Gira

A produção do Bike Arte Gira é realizada pelo Instituto Aromeiazero, organização sem fins lucrativos que promove a bicicleta como instrumento de transformação social, cultural e pessoal, estimulando a diversidade e a colaboração entre as pessoas. A missão é promover uma visão integral da bicicleta, não só como transporte, mas também como expressão artística, oportunidade de renda, lazer, esporte, como ferramenta de mudança no modo de vida para humanizar as relações nos centros urbanos.

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