Como acontece todos os anos, a Rede Nossa São Paulo e o Ibope aproveitam o mês da mobilidade urbana para divulgar uma pesquisa com os dados mais recentes sobre o tema. A oitava edição do estudo foi lançada nesta quinta-feira (18).

A pesquisa mais recente reforça alguns dados apontados em 2013, como é o caso da ampliação das faixas de ônibus, que teve a aprovação de 90% dos entrevistados. No ano passado, quando muitas dessas vias estavam sendo implementadas, 93% afirmaram ser a favor da medida.

Para mais da metade dos entrevistados (64%), é preciso que os governos invistam mais em transporte público. Segundo 58%, é preciso construir e ou ampliar mais linhas do metrô ou trem, 37% acreditam que se deve apostar em mais corredores de ônibus. O item de avaliação mais crítico continua sendo a lotação dos ônibus.

A urgência em melhorar esses meios de locomoção traria benefícios para toda a população, uma vez que 71% dos entrevistados afirmaram que deixariam o carro em casa, caso houvesse uma boa alternativa de transporte. 

No ano passado, o paulistano gastava, em média, 2h15 minutos no trânsito, todos os dias – esse tempo subiu para 2h46. O trânsito na cidade foi considerado “ruim” ou “péssimo” por 70% dos entrevistados.

Em meio a um transporte tão deficiente, subiu de 27% para 38% o índice dos que utilizam o carro “todos os dias” e “quase todos os dias”. Passou de 52%, em 2013, para 62%, em 2014, o número de pessoas que têm carro em casa. O acréscimo foi registrado em todas as faixas de renda, escolaridade e regiões da cidade.

Desde 2008, o tema “saúde” é o maior problema destacado pelos entrevistados. Com a crise deflagrada neste ano, o tema “abastecimento de água” passou de 18º lugar em 2013 para o 6º principal problema de São Paulo. Também aumentou de 11% para 18% o número de paulistanos que consideram a “poluição da água” como tipo de poluição mais grave na cidade.  A “poluição do ar” continua sendo a mais grave para 94% dos entrevistados.

Apesar dos ciclistas e motociclistas serem “muito desrespeitados” ou “um pouco desrespeitados” na opinião de 80% dos entrevistados, aumentou de 86% para 88% o porcentual de paulistanos favoráveis à construção e ampliação de ciclovias na cidade.

Os entrevistados mencionaram “construção de ciclovias” (26%) e “mais segurança” (26%) como principais fatores para a utilização de bicicletas como meio de transporte.

Mesmo com todos os problemas, em relação à qualidade de vida na cidade, passou de 61% para 66% o índice dos que consideram São Paulo um lugar “Bom” e “Ótimo” para morar. E de 13% para 18% os que acham um lugar “ótimo”.

Foram ouvidas 700 pessoas entre os dias 29 de agosto e três de setembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Redação CicloVivo