Além dos benefícios que a bicicleta traz para a saúde das pessoas, a união e a convivência são lições de vida que precisam ser passadas para os usuários do veículo. Por isso, com o aumento do número de pessoas que utilizam a Ciclofaixa de Lazer aos domingos, em São Paulo, é preciso saber quais os principais problemas ainda encontrados e tentar corrigi-los da melhor forma, uma vez que a faixa exclusiva não é uma pista de corrida – e deve ser compartilhada por todos.

Veja abaixo 7 coisas que todo ciclista deve evitar nas pedaladas de domingos e feriados:

Ultrapassagens agressivas

As ultrapassagens agressivas estão entre as principais gafes cometidas na ciclofaixa, pois não só colocam em risco a segurança do ciclista apressado, mas também dos outros usuários e até pode causar acidentes envolvendo carros.

O importante é sinalizar para os outros ciclistas e aos motoristas, caso seja necessária a entrada na pista convencional. Use os braços para indicar a direção e grite para que todos fiquem sabendo da ultrapassagem.


Ciclistas experientes que não têm paciência com os iniciantes

Quase todo mundo que aproveita a atração aos domingos tem histórias para contar sobre ciclistas que abusam na velocidade na ciclofaixa, atrapalhando, principalmente, os iniciantes. É bom tomar cuidado: embora a cidade não possua boa infraestrutura para treinos pesados, é preciso lembrar de que a ciclofaixa é de lazer, e não foi criada para a realização de treinos intensos ou corridas  – por enquanto, a melhor opção para os velocistas continua sendo as rodovias nas imediações da cidade.

Andar na contramão

Andar na contramão é uma das piores condutas entre os usuários das ciclofaixas – e não são poucas as ocorrências.  A via foi criada para ser compartilhada por todos, desde que sigam o mesmo fluxo – assim, quando alguém ocupa a faixa do sentido contrário, coloca em risco a segurança de todos.

Quando o ciclista quer chegar a um ponto da pista sem passar por um retorno, vale desmontar da bike e andar em um dos cantos da faixa, sempre sinalizando para os demais usuários.

Desrespeitar pedestres e sinalização

É geralmente nos dias mais lotados que muita gente “esquece” de respeitar os cones e as bandeiras dos voluntários da faixa exclusiva, o que coloca em risco os pedestres e o ciclista, quando o mesmo invade as faixas livres para os veículos motorizados.

É importante respeitar até mesmo os pedestres que atravessam fora da faixa, pois, na mobilidade urbana, são eles as peças mais frágeis. Sem falar que, frear a poucos centímetros de uma pessoa é uma sensação assustadora, principalmente para quem está a pé.

Pedalar lado a lado

Pedalar com a família e ao lado de alguém especial ou dos amigos traz inúmeros benefícios – desde que o espaço não seja “fechado” pelo grupo, impedindo a circulação dos demais ciclistas. Uma dica para manter o papo em dia enquanto acontecem as pedaladas é fazer uma fila indiana, ou, ainda, dividir a galera em duas partes nas laterais da pista, deixando o meio da pista sempre livre.Quem escolher pela segunda opção, deve contar com um retrovisor instalado na bike, para garantir segurança a todos.

Ouvir música alta
Na ciclofaixa de lazer, o problema não é usar fones de ouvido, mas sim abusar do volume, o que interrompe a comunicação do ciclista com a rua. E são vários sons bem comuns na ciclofaixa: ciclistas sinalizando ultrapassagens ou comunicando obstáculos na via, crianças e até mesmo animais de pequeno porte.

Para amenizar o problema, a melhor opção é deixar os fones em casa, ou utilizá-los em apenas um ouvido, deixando o volume sempre baixo. Também não vale ouvir música sem utilizar os fones de ouvido, pois os outros usuários podem ficar incomodados.

Mexer no celular ou atender um telefonema
Quem não consegue se livrar do celular para curtir um pedal aos domingos deve evitar atendê-lo na ciclofaixa. No entanto, caso seja necessário, a postura mais correta é seguir para o lado esquerdo da pista, mais perto da calçada, ou, ainda, utilizar o aparelho apenas quando o farol está vermelho. Deste jeito, o ciclista evita engavetamentos e até xingamentos de algum usuário mais estressadoCom informações do iG.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.