Universidade de MG transforma pó de madeira em produtos

Entre os objetos desenvolvidos, estão petisqueiras, porta-copos, bowls, cachepôs, bandejas e luminárias.

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O descarte de resíduos de madeira é um grande problema para a indústria moveleira de Belo Horizonte. Todo mês, aproximadamente 300 toneladas do pó que sobram do manuseio da madeira são descartadas por indústrias do setor, que devem pagar para que o descarte seja feito adequadamente.

A maior parte, segundo o professor Glaucinei Rodrigues Corrêa, da Escola de Arquitetura da UFMG, é descartada incorretamente. “Alguns fabricantes jogam os restos em aterros sanitários, outros doam para granjas ou padarias”, informa. Essa destinação é ambientalmente muito danosa, especialmente em razão da presença de componentes químicos no MDF, como a ureia-formaldeído. “Se aspirada ou ingerida, a substância é potencial causadora de câncer”, alerta o docente.

Dado esse panorama, a pesquisa busca encontrar um melhor destino a esses resíduos. Batizado de Ligno, o projeto desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar o pó em produtos de alto valo agregado, como portas-copo, bandejas e luminárias.

Imagem de uma linha de bowl, luminária e porta-copo: mistura do resíduo de madeira com aglutinante | Foto: Alessandro Policarpo

Informações da UFMG

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.