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Tornar a dessalinização da água do mar um processo de baixo custo é a proposta de um trio de estudantes do Instituto de Tecnologia da Informação da Ásia-Pacífico, na Malásia. Juntos, eles desenvolveram uma pequena cápsula capaz de converter a água salgada do mar em água potável por meio da destilação solar. 

A tecnologia, batizada de WaterPod, é uma das vencedoras do Prêmio James Dyson de 2021, importante competição internacional de design. O modelo foi desenvolvido por Bennie Beh Hue May, Yap Chun Yoon e Loo Xin Yang. É o trio que explica abaixo como funciona o aparato.

WaterPod é um sistema de dessalinização solar autolimpante que usa uma estrutura de pavio para absorver a água do mar por baixo e transportá-la para o tecido preto – inserido no topo da placa de alumínio. A estrutura do pavio demonstrou um excelente comportamento de rejeição de sal, dissolvendo e rejeitando-o da água do mar. À medida que a luz do sol passa pela tampa transparente ocorre o processo de evaporação e condensação. 

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waterpod

A placa de alumínio semi-esférica é usada para aumentar a área de superfície da água que se espalha pelo tecido preto e faz com que a água do mar evapore mais rapidamente, deixando o contaminante para trás. Com o resfriamento do ar ambiente ao redor da tampa, os vapores de água são facilmente formados em gotículas por meio do processo de condensação. Novamente, a condensação fluirá de forma eficiente para o armazenamento abaixo e será recuperada por meio de um sistema de bomba de água.

Busca por água limpa

A inspiração para criação do WaterPod veio de uma comunidade de “nômades do mar” que habitam a costa leste de Sandakan, na Malásia. “Identificamos que o principal problema é que eles não têm acesso a água potável. Ao compreender seu estilo de vida, eles também estão vivendo em um mar muito poluído e cheio de resíduos plásticos”, explica o trio. A proposta é que o próprio material do WaterPod seja constituído por resíduos plásticos reciclados.

O modelo foi projetado para ser simples e usa apenas ciência básica para realizar o processo de dessalinização. Seu formato modular permite conectar várias cápsulas para aumentar a estabilidade do dispositivo sem que ele capote.

O próximo passo é verificar a eficácia do WaterPod em termos de praticidade e questões de fabricação. O trio espera obter financiamento para seguir pesquisando. Um dos pontos a serem analisados é a dessalinização solar, que requer a criação de um protótipo funcional para testar a taxa de evaporação e a capacidade de gerar água potável diariamente.

Dessalinizar a água do mar, tornando-a própria para consumo, é uma possibilidade já adotada em diversos países, inclusive no Brasil. A tecnologia, no entanto, ainda é muito cara e requer alto gasto energético.

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