O escritório Max Pritchard, de Adelaide, Austrália, tinha o desafio de construir uma casa integrada com a paisagem, mas havia um empecilho: o terreno era dividido por um riacho. Os arquitetos, então, tiveram a ideia de fazer uma construção em formato de ponte.

A intenção do escritório era não agredir a natureza local. Sendo assim, o projeto deveria aproveitar o benefício do terreno, impactando o mínimo possível o meio ambiente. Com 110 m², o espaço tem uma estrutura de peças pré-fabricadas.

São duas treliças de aço, conectadas a pilares de concreto. O solo é escavado a uma profundidade de seis metros e a fundação aplicada foi indireta com estacas. Além da parte de construção, houve uma grande preocupação com o controle de temperatura.

O sol entra pelas janelas de vidro duplo, dando o conforto térmico necessário durante o inverno. Foram instaladas placas solares no telhado, para também aproveitar o aquecimento da energia renovável.

Durante o verão, as amplas janelas deixam entrar a iluminação natural e, por ser bem arejada, ela pode permanecer fechada por dias sem ter a necessidade de utilizar ar-condicionado.

Também há a preocupação em tratar os resíduos que se encontram no riacho, que é muito próximo da estrutura da casa, a fim de evitar que a poluição contamine os moradores e cause algum tipo de doença. A água da chuva é captada e reaproveitada para uso doméstico. O projeto de Max Pritchard foi batizado de Bridge House.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.