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Projeto de retrofit em São Paulo recebe certificação ambiental

Edifício 497 República localizado no centro de cidade, oferece 283 unidades habitacionais mobiliadas e sustentáveis

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Fotos: Arquivo Citas

No início deste ano, o edifício 497 República tornou-se o primeiro prédio residencial fruto de um projeto de retrofit do Brasil a obter o certificado sustentável EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies). Criada pela IFC (International Finance Corporation), a certificação responde à necessidade crescente de edifícios mais eficientes, elevando os projetos a padrões internacionais.

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Quando pensamos na economia que as soluções propostas oferecem no acumulado dos anos de funcionamento de um edifício, os projetos de retrofit geram valores relevantes em recursos básicos, como água e energia, e economia financeira para manter um funcionamento saudável. Localizado na Praça da República em São Paulo, o edifício foi reestruturado pela Citas, empresa especializada em revitalização urbana, a gestora de investimentos Jive Investments.

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Foto: Arquivo Citas

“A Jive investe em retrofit desde 2020 e segue a tese em entregar projetos que agregam valor, estão alinhados à prática ESG, e impactam positivamente as regiões. A ideia é fomentar o desenvolvimento do entorno desses edifícios e oferecer opções mais rentáveis e atrativas para os investidores”, revela Juliana Arruda, head comercial da Jive Investments.

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No caso do edifício 497 República, houve um processo rigoroso em relação ao consumo de recursos naturais, garantindo uma redução mínima de 20% nas despesas com energia e água, devido a utilização de medidas simples, sem custo adicional na obra, como inclusão de louças, metais e chuveiros com baixo consumo de água, uso de lâmpadas de led, sensores de presença e pintura das fachadas com tinta reflexiva. Sendo assim, com menos carbono incorporado, o projeto tornou-se mais sustentável em comparação às construções convencionais.

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Foto: Arquivo Citas

Além disso, o retrofit possibilitou reutilizar parte das estruturas existentes e em bom estado de conservação, o que gerou uma economia de 70% no consumo de materiais quando comparado à construção de um edifício novo. Destaca-se, principalmente, o reaproveitamento de materiais, já que as estruturas foram mantidas, as esquadrias reformadas, reaproveitando 60% dos pisos existentes e a preservação dos acabamentos nos halls dos elevadores.

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“Projetados para funcionar por décadas, os edifícios são um ativo importante na economia e sustentabilidade da cidade, e o nosso compromisso está em colocar essas questões no centro das tomadas de decisões dos projetos. O retrofit do 497 República é um exemplo inspirador para futuros projetos em São Paulo”, afirma Isadora Rebouças, CEO da Citas.

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Apartamento mobiliado entregue no projeto de retrofit. Foto: Lila Souza

O retrofit do Edifício 497 República compreende 11.300 m² requalificados para o uso de moradia, disponibilizando 283 unidades habitacionais, completamente mobiliadas e equipadas. A restauração do edifício projetado na década de 50 pelo arquiteto Jacques Pilon integra ainda o Programa Requalifica Centro, da Prefeitura de São Paulo, que promove a reutilização de prédios antigos na região central da cidade, resgatando seu atrativo para investimentos imobiliários.

A iniciativa do retrofit foi financiada por uma doação do Governo do Japão, dentro de um programa de apoio à moradia para a população em situação de refúgio, uma parceria da Citas com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e a IFC.

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Foto: Arquivo Citas

O programa contou com algumas unidades no prédio para locação exclusiva a refugiados e um curso de capacitação de mão de obra em marcenaria a 17 participantes provenientes de Angola, Colômbia, Cuba, Marrocos e Venezuela. Dentre esses profissionais, foi montada uma marcenaria dentro do próprio edifício, comandada por quatro marceneiros que foram qualificados pelo programa.

 

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