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Prédios equipados com placas fotovoltaicas e até mesmo turbinas eólicas já foram incorporados a diversos projetos arquitetônicos. No entanto, um projeto para Hamburgo, na Alemanha, foi ainda mais longe e apostou na produção de algas para abastecer as necessidades do edifício.
 
Apelidada de Bio Intelligent Quotient (BIQ), a construção é fruto do trabalho dos arquitetos do Colt Group. A estrutura foi pensada para ser autossuficiente energeticamente, suprindo suas necessidades somente a partir de fontes renováveis. A conta do projeto saiu cara, em aproximadamente US$ 6,5 milhões. Mesmo assim, o conceito tende a ser replicado, pelo menos essa é a pretensão do grupo idealizador. 
 
 
Para produzir as algas no próprio prédio, os arquitetos instalaram 129 biorreatores nas paredes externas do edifício. Eles são, basicamente, painéis de vidro, que armazenam as algas. Com a incidência do sol elas crescem, fazem sombra no prédio, ajudam a manter a temperatura interna estável e também reduzem o ruído. Os painéis ainda são capazes de capturar a energia solar.
 
O desenvolvimento das algas necessita de mais do que apenas a incidência do sol. Elas são alimentadas com nutrientes líquidos, dióxido de carbono e ar pressurizado. Isso eleva o desenvolvimento da espécie viva e impede que pragas se instalem na estrutura, conforme informado pelo projetista Jam Wurm, em declaração ao jornal The New York Times.
 
Para que essas algas sejam transformadas em energia é preciso coletá-las e encaminhar o montante até uma usina, onde a biomassa passa por uma fermentação, que gera metano e, posteriormente, eletricidade. 
 
 
O lado menos favorável deste projeto são os custos. O próprio Wurm admite que não é possível comparar a quantia gasta com esse sistema em relação aos modelos de energia alternativa fabricados em massa. Jonathan Wimpenny, do Real Instituto de Arquitetos Britânicos nos EUA, também se questiona se o mercado investirá em biorreatores de algas. 
 
Em todos os casos é inegável que o modelo é bastante inovador. Também em declaração do New York Times, o arquiteto Tom Wiscombe, lembra que o mais comum é manter fungos e outros organismos distantes da construção. O BIQ segue justamente o caminho contrário disso, trazendo para si e agregando valor a essa fonte altamente eficiente de biomassa. 
 
Redação CicloVivo
 
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