O jovem artista canadense Jesse Bromm resolveu se dedicar à criação de trabalhos que causassem a reflexão. Para isso, ele aproveita materiais descartados e, até mesmo, animais mortos para criar ambientes que representam a relação entre homem e natureza.

Os trabalhos mais sucintos compõem a coleção chamada de Landscape (paisagem, em português). Nela o artista reaproveitou vidros, latas e outras embalagens para criar pequenas “ilhas” naturais. Em meio aos biomas criados por ele estão miniaturas de pessoas, que representam o tamanho do homem em relação à natureza.

No entanto, a beleza desta coleção não se repete nos trabalhos mais críticos. Em algumas das obras, Bromm utiliza animais mortos, colocados dentro de redomas de vidro, sob o título “A evolução está morta”.

Uma das criações mais marcantes faz parte da coleção “Futuras Gerações”, em que o artista cria miniaturas de bebês, que se parecem com fetos mortos, envoltos sob pregos e outros materiais que os mantêm presos.

A proposta é fazer os apreciadores refletirem sobre o impacto da humanidade sobre a natureza e sobre quais são os legados que as gerações atuais deixaram para as futuras.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.