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Londres foi o palco escolhido para sediar o teatro “Jellyfish”. O espaço, inaugurado na última quinta-feira (26), foi totalmente construído com doações e materiais reciclados. Entre os objetos usados estão pallets – usados para o transporte de cargas -, pregos reciclados, mobília escolar antiga e pedaços de madeira reutilizados doados pela comunidade.

A estrutura tem capacidade para 120 pessoas e foi construída nas proximidades de um dos rios mais famosos da Inglaterra, o Tamisa. O teatro foi totalmente feito à mão, o que o caracteriza como uma obra-de-arte, mesmo que alguns o considerem somente um amontoado de lixo.

A ideia do projeto se baseou na história de pessoas que reconstroem suas vidas após catástrofes políticas ou ambientais, geralmente, seguidas pela construção de edifícios feitos a partir de materiais encontrados, como favelas e barracos. O projeto é uma espécie de aviso contra esses tempos de incertezas e também um exemplo de arquitetura que talvez tenhamos que utilizar no futuro.

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Mais de 800 pallets, 750m² de madeira compensada e outros materiais, foram doados para a construção do teatro. A mobília antiga serviu como assento na parte de dentro do auditório, e cinco galões de água reutilizados foram empilhados para formar a parede do salão. Os pallets foram empilhados e pendurados verticalmente, e a madeira compensada cobriu as paredes, tetos e pisos. O material, inicialmente encontrado no lixo, passou a ser importante para toda a construção.

A ideia para a construção do teatro reciclado surgiu na mente do diretor artístico,Topher Campbell, e seu produtor Bryan Savery, há dois anos. O planejamento era bastante vago e foi produzido de acordo com que os materiais eram recebidos. Arquitetos voluntários, construtores e outros membros da comunidade trabalharam mais de 4200 horas desde que a construção começou há nove semanas. Os idealizadores garantem que o “Jellyfish” foi a primeira construção com pallets a ser realmente colocada em prática.

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