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O arranha-céu projetado por Víctor Alegría Corona, Enzo Córdova Rivano, Alejandro Cortés Abrigo, Thomas Fell Rubio, e Javier Moya Ortiz, pretende filtrar as águas poluídas do Rio Mapocho no Chile. A intenção é colocar o arranha-céu diretamente no rio, que flui através de Santiago.

Os cinco estudantes de arquitetura da Universidade do Chile projetaram uma estrutura moderna, parecida com um favo de mel que, não apenas fornece espaço para empreendimentos habitacionais e comerciais, mas filtra a água que flui através de seus níveis mais baixos. 

O projeto foi inscrito no concurso internacional Skycraper Competition 2010, realizado pela revista Evolo. Apesar de não terem ganho a competição, os estudantes compartilharam-na com a “Plataforma Arquitetura” que quis valorizar o trabalho realizado por eles, através do desenho ousado, inovador e a ideia de purificar as águas do rio. 

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Mapocho é um elemento geográfico estruturador da cidade, presente na memória dos habitantes como o rio mais importante de Santiago, desenvolvendo lugares emblemáticos ao longo de suas margens. No entanto, em suas épocas de cheias, no inverno, ocorrem problemas de alagamento e inundações das quais vêm diminuindo ao longo dos anos em um processo contínuo de habitação de seus bancos e obras de mitigação. 

A poluição do rio sujo manifesta problemas em toda a capital, conforme analisado pelos estudantes. Assim, quando o tenebroso rio atinge o arranha-céu, redes de filamentos microscópicos captam, retêm e limpam a água por capilaridade, e a estrutura continua horizontalmente criando um gigante "L", com formas poligonais para manter a vegetação; então a área funciona como uma lagoa. Esta zona úmida artificial completa o processo de decantação e fitorremediação, fazendo a limpeza do rio e da cidade simultaneamente. 

Os arquitetos pretendem construir um parque para comemorar o ambiente restaurado, com as águas do rio purificadas. Isto permitiria revitalizá-lo como elemento fundamental da geografia e paisagem da cidade, proporcionando novos espaços de lazer aos habitantes. O local também será usado para atividades educacionais como agricultura urbana, reciclagem e compostagem. 

O edifício inteiro é  uma soma de células individuais, o que permite uma melhor ventilação e cria um espaço para admirar o rio limpo e os arredores de Santiago em uma espécie de mirante. A posição do prédio em um rio com novas zonas úmidas adjacentes oferece o benefício adicional de um clima agradável para os moradores. A estrutura permite a passagem de água pela  construção, proporcionando novas perspectivas de espaço e cria uma simbiose entre o rio e o edifício, trazendo o verde para o vertical e definindo novos paradigmas entre o natural e o construído. 

A água cria lagoas horizontais e verticais que permitem refrescar a atmosfera e gerar microclimas em todo o edifício, permitindo também o crescimento da flora nativa e o desenvolvimento de pequenos animais.

De acordo com os estudantes, isso trarátoda uma nova dinâmica para os arranha-céus do centro da cidade. Por limpar continuamente o recurso mais precioso da cidade, esta estrutura servirá à comunidade ao longo de sua vida.

Redação CicloVivo

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