A artista britânica Julie Alice Chappell é especialista em transformar materiais que iriam para o lixo em belas obras de arte. As criações são feitas com resíduos de lixo eletrônico, que dão vida a uma coleção de diversos insetos coloridos.

Em declaração ao site My Modern Met, Julie explicou como funciona a sua arte: “Minha prática artística envolve quebrar os materiais pré-existentes, reinterpretando-os e oferecendo-lhes uma nova forma com novo propósito, criando algo bonito, diferente e precioso”.


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A ideia surgiu há alguns anos, quando a britânica se deparou com uma grande caixa de pequenos componentes eletrônicos descartados, entregues em um centro de coleta de materiais indesejáveis. A instituição costuma receber os itens de empresas e encaminhá-los a escolas, centros comunitários e artistas.


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“A primeira coisa que veio na minha cabeça enquanto eu olhava para eles era ‘uma massa de corpos minúsculos e pernas: formigas’. Levei-os para casa e junto com meus filhos nós os transformamos nesses pequenos”, explicou. Esta foi a primeira experiência. Algum tempo depois ela se deparou novamente com uma caixa semelhante, que aguçou ainda mais a sua criatividade.


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Ao receber esta segunda leva, Julie estava matriculada em um curso de artes e decidiu trabalhar os resíduos em um projeto que misturava arte e meio ambiente. Em uma oficina ela viu outros artistas usarem as placas eletrônicas para criarem robôs, os mesmos materiais foram aproveitados por ela para criar suas próprias esculturas, assim nasceu a série “Insetos – Componentes de Computador”.


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“Os materiais reciclados que são trabalhados na minha coleção representam um encontro direto com os excessos da vida moderna destacando os perigos da obsolescência planejada e dos resíduos eletrônicos no meio ambiente. O trabalho exibe uma beleza estética ao oferece um discurso sócio-político na tentativa de recuperar o desperdício e da destruição do mundo natural”, finalizou a artista.


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Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.