Japonês transforma recorte de folhas em obras de arte
Com precisão e delicadeza, Lito retrata a fauna silvestre
Com precisão e delicadeza, Lito retrata a fauna silvestre
Um artista japonês está transformando o recorte de folhas em obras de arte. Esculpindo cuidadosamente, Lito remove a folhagem para retratar animais como pássaros, coelhos, sapos, guaxinins, entre outros. Além da fofura, é impressionante o talento para detalhar as imagens.
Cada corte deve ser preciso e irreversível. A imagem precisa ser visualizada por completo antes que a lâmina toque a folha, por isso o artista desenha primeiro antes de começar os cortes. Ainda assim, cada folha é única e possui nervuras. O artista explica que é um desafio cortá-las levando em consideração a superfície irregular e planejar o design geral em torno das nervuras.
A escolha das folhas também exige precisão. Enquanto folhas finas são instáveis, folhas duras ou grossas dificultam cortes precisos, então é preciso entender a espessura e a maciez para chegar às folhas ideais.

O trabalho de Lito já foi contratado por prefeituras e empresas privadas, além de exposições. Atualmente, há duas mostras em cartaz no Japão, sendo uma no Museu Memorial Takashi Yanase da cidade de Kami, na província de Kochi (até 8 de fevereiro de 2026) e outra no Grand Mall Park em Yokohama, província de Kanagawa (até 23 de fevereiro de 2026).
Lito nasceu em Tóquio em 1986 e cresceu na província de Kanagawa, no Japão. Em 2020, em plena pandemia, começou a produzir recortes de folhas. Ele afirma que aprendeu a técnica por conta própria como uma maneira de lidar positivamente com questões como concentração e foco, associadas ao seu TDAH.

O que começou de forma despretensiosa, hoje já atrai mais de 600 mil seguidores no Instagram, que aguardam ansiosamente cada novo trabalho. Em tempos de IA, o trabalho manual e criativo é um contraponto bem vindo.





Apesar de inusitado, Lito não é a primeira pessoa a transformar recorte de folhas em pequenas obras artísticas. Ele se inspirou em um artista espanhol que fazia o mesmo. Aqui no CicloVivo também publicamos um trabalho semelhante de um artista iraniano.