5 razões para adotar uma bike elétrica em São Paulo
Menos tempo parado e mais qualidade de vida são algumas vantagens do modal, ideal para fugir de congestionamentos dos grandes centros urbanos
Menos tempo parado e mais qualidade de vida são algumas vantagens do modal, ideal para fugir de congestionamentos dos grandes centros urbanos
Congestionamento, poluição do ar, poluição sonora e pouco tempo para o lazer ou atividades físicas. Infelizmente, esses são problemas comuns para quem vivem em São Paulo, a maior cidade do Brasil, com uma região metropolitana que reúne mais de 20 milhões de habitantes. Mas, a bicicleta e a bike elétrica são soluções que podem reduzir esses problemas de uma só vez. Para melhorar quem pedala não precisa se preocupar com o rodízio municipal, medida que restringe a circulação de veículos particulares na capital paulista.
Talvez por isso, o número de pessoas interessadas em adotar uma bike como meio de locomoção vem crescendo. A bicicleta elétrica tem como vantagem uma facilidade maior em rodar por subidas, já que as ladeiras são bem comuns em alguns bairro de São Paulo. Outra vantagem é uma velocidade maior com menos esforço físico, o que torna a pedalada constante para ir e vir mais confortável no dia a dia.

E os benefícios seguem com a melhora do condicionamento físico, a diminuição dos níveis de estresse e ansiedade e a diminuição do congestionamento e da poluição que o trânsito traz, tanto sonora como atmosférica – afinal, para cada bicicleta circulando por aí, um carro a menos está disputando espaço nas ruas, emitindo poluentes. Os custos de manutenção das bicicletas também é significativamente menor do que o custo de manter um automóvel e, muitas vezes, menor do que as tarifas diárias no transporte público.
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As bicicletas elétricas que seguem as normas do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) — com motor auxiliar ao pedal e velocidade limitada — são equiparadas às bicicletas convencionais. Isso significa que não exigem emplacamento, habilitação ou licenciamento, diferentemente de motos e scooters elétricas. “A bike elétrica tem uma grande vantagem regulatória: ela simplifica a vida do usuário. Você compra, carrega a bateria e começa a usar, sem burocracia”, afirma Bruno Loução, executivo da Moura Mobilidade.
São Paulo tem hoje mais de 700 km de infraestrutura cicloviária, entre ciclovias e ciclofaixas permanentes, que funcionam em dias úteis. Essas rotas conectam importantes eixos da cidade, como Avenida Paulista, Faria Lima, Rebouças, eixos da Zona Oeste e Centro e a Ciclovia da Marginal Pinheiros, com mais de 20 km de extensão. “A infraestrutura já existe. A bike elétrica permite que mais pessoas usem essa rede com conforto, mesmo em trajetos com relevo mais difícil”, explica Loução.

Em deslocamentos urbanos curtos, a bike elétrica é extremamente eficiente. Em um trajeto diário de 10 km, feito de carro, o gasto com combustível pode facilmente ultrapassar R$ 20 por dia, considerando trânsito pesado, paradas constantes e consumo urbano. Já a bike elétrica não usa combustível fóssil, tem custo de recarga muito baixo e dispensa gastos com estacionamento e manutenção complexa.
Enquanto carros ficam presos em congestionamentos, a e-bike segue por ciclovias, ciclofaixas e vias locais, com tempo de deslocamento mais estável, especialmente nos horários de pico ou nos dias de rodízio, dando mais previsibilidade, o que não ocorre com outros modais. Para quem usa a cidade diariamente, isso representa menos estresse e mais tempo livre.

Além de reduzir emissões e ruído urbano, a bike elétrica estimula o movimento diário. O resultado é um deslocamento mais ativo, silencioso e integrado à cidade. “Mobilidade através da bike não é só sobre tecnologia, é sobre bem-estar. Quando a pessoa muda a forma de se mover, muda também a relação com a cidade”, conclui Bruno Loução.
Além dos motivos que já foram citados, adotar um modal de transporte que têm impacto positivo para a nossa saúde e bem-estar e também para o lugar onde vivemos é uma maneira de influenciar as pessoas ao nosso redor, mostrando que é possível buscar e adotar soluções individuais que vão beneficiar também o coletivo.
