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Frutas da Amazônia: Embrapa disponibiliza calendário de cultivo

Publicação amplia o conhecimento sobre a diversidade alimentar, indo além do açaí e da castanha

camu-camu fruta vitamina C
Foto: Universidade Federal do Pará (UFPA)

Certamente você conhece o açaí e a castanha-do-brasil, independentemente de morar no Norte do país. Mas, quantos mais frutos da região você conhece? Você sabia que o camu-camu tem muito mais vitamina C do que a acerola, por exemplo? Como parte de um trabalho da Embrapa Amazônia Oriental, que acompanhou espécies nativas e exóticas do setor de fruticultura em Belém entre a década de 80 e 90, foi elaborado um calendário de fruteiras na Amazônia. O material serve como um guia para entender o período de ocorrência de cada uma das fases de propagação, desde o preparo das mudas até a colheita.

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O “Calendário de fruteiras na Amazônia: nativas e exóticas” condensa décadas de pesquisa em um folder. Apesar das informações serem específicas para fruticultura nas condições climáticas de Belém do Pará, não são restritas. O único cuidado é entender que em outros locais da Amazônia, a depender do clima, pode haver diferença de um a dois meses na janela de tempo de cada fase das fruteiras.

frutas brasileiras
Bacuri. Foto: P. S. Sena | Wikimedia

A publicação digital é disponibilizada gratuitamente e pode ser acessada no Portal da Embrapa. O calendário apresenta de maneira simples o cultivo de 21 espécies frutíferas nativas, exóticas ou nacionais introduzidas.

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Frutos dos biomas

A Embrapa Amazônia Oriental, sediada em Belém do Pará, sempre buscou coletar sementes e cultivá-las, selecionando os melhores exemplares para propagação e oferta à sociedade para o cultivo de espécies frutíferas. Ainda assim, os sabores, as cores e as formas de produtos amazônicos ainda são desconhecidos para grande parte da população.

frutas da Amazônia
Jenipapo (Genipa americana, Rubiaceae). Foto: João Medeiros | Flickr

A situação relatada acima não se restringe à Amazônia. Diversos frutos da Mata Atlântica e Cerrado, para dar dois exemplos, também têm consumo restrito em comparação às frutas largamente encontradas em sacolões e supermercados. De fato, uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas brasileiras estima que apenas 1,3% da população brasileira tem acesso a uma dieta biodiversa.

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​​Conhecer é o primeiro passo para expandir nosso repertório alimentar, valorizando e nos conectando com alimentos biodiversos que, além de oferecerem nutrientes essenciais, preservam a riqueza dos biomas e contribuem para a sustentabilidade do planeta.

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