Conheça 5 benefícios dos microverdes para a saúde
Nutricionista conta que os microverdes, vegetais colhidos ainda em fase jovem, podem ter até 40 vezes mais nutrientes que verduras
Nutricionista conta que os microverdes, vegetais colhidos ainda em fase jovem, podem ter até 40 vezes mais nutrientes que verduras
O mercado de microverdes, ou microverduras, no Brasil vem crescendo significativamente nos últimos anos. Estima-se que o número de produtores passou de pouco mais de 50 em 2019 para mais de 500, em 2024. O crescente interesse pelos vegetais e hortaliças pequeninos é justificado.
Essas hortaliças, ervas aromáticas, leguminosas, condimentares e até mesmo espécies silvestres, podem conter até 40 vezes mais nutrientes e micronutrientes como vitaminas, minerais e antioxidantes do que as mesmas plantas na fase adulta.
“Mesmo pequenos, esses vegetais são nutritivos e coloridos. Eles já estão em restaurantes de alta gastronomia dentro e fora do Brasil, e têm sido cada vez mais procurados por quem busca dietas mais saudáveis”, comenta Paula Prescendo, nutricionista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Dentre as variedades mais populares, encontra-se acelga, agrião, aneto ou endro, aipo, alho-poró, beterraba, brócolis, cebola, cenoura, chicória, couve, coentro, ervilha, girassol, manjericão, mostarda, rabanete, rúcula e repolho.

Cultivadas e colhidas entre 7 e 21 dias após a germinação, os microverdes têm tamanho reduzido, de cinco a 10 cm de altura. A produção é diferente do cultivo de produtos já conhecidos como os “brotos” e folhosas “baby leaf”. Isto porque brotos são basicamente sementes germinadas de cereais, leguminosas, oleaginosas e hortaliças com ciclo de produção ainda mais curto.
Os microverdes diferem dos brotos por necessitarem de um meio de cultivo e luminosidade, o que não é obrigatório para os brotos. Por serem cultivados na presença de luz e realizarem fotossíntese, os microverdes possuem sabor mais marcante e maior amplitude de colorações quando comparados aos brotos.
Fáceis de cultivar, mesmo para quem tem pouco espaço, tempo e insumos necessários, os microverdes se tornaram uma opção prática e saudável para quem quer plantar a própria comida. Mas, para além do cultivo doméstico, a demanda crescente tem estimulado o cultivo por agricultores profissionais e o custo pode ser até sete vezes maior que as hortaliças convencionais, segundo estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo – USP.
Com sabores, texturas e cores variadas, os pequenos vegetais se tornaram atrativos tanto para chefs quanto para o público em geral.
Em geral, os microverdes podem variar o sabor entre neutros, picantes, azedo e levemente amargo, proporcionando uma grande diversidade de opções para os consumidores. “As microverduras são uma alternativa saudável e prática de aumentar a ingestão de nutrientes e fibras de forma natural, com benefícios para a saúde geral, sendo cada vez mais populares no Brasil devido aos seus benefícios”, afirma a especialista.

Estudos mostram que os microverdes possuem concentrações de nutrientes significativamente maiores quando comparados com os mesmos vegetais na fase adulta:
Entre os nutrientes presentes em maior quantidade estão proteínas, vitaminas e minerais importantes como ferro, zinco e magnésio.
Os microverdes diminuem a quantidade de antinutrientes e melhoram a digestibilidade. Além disso, aumentam a saciedade e ajudam na perda de peso graças às fibras.

As fibras dos microverdes retardam a absorção de glicose, evitando picos e quedas nos níveis de açúcar na corrente sanguínea.
Algumas espécies como a couve possuem propriedades imunoestimulantes, anti-inflamatórias, cardioprotetoras e neuroprotetoras.