educação ambiental
O contato com a natureza traz benefícios importantes para as crianças Foto: iStock
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Estamos diante do esgotamento do planeta devido a exploração de seus recursos naturais por meio de demandas cada vez maiores de bens de consumo, excesso de produção de resíduos, poluição do ar, dos rios, mares e envenenamento do solo.

Vivemos uma crise civilizacional generalizada e sem precedentes. O que acontecerá à Terra se continuarmos consumindo e explorando seus recursos? Essa não é a pergunta correta. Devemos sim perguntar: o que acontecerá ao ser humano?

O Dia do Meio Ambiente foi instituído em 1972 na Conferência de Estocolmo realizada pela ONU, com o objetivo de chamar a atenção da comunidade global sobre a relação dos seres humanos com o planeta, a urgência da preservação da biodiversidade e o compromisso de cada um com as gerações vindouras.

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Na ‘Conferência Mundial sobre a Educação para o Desenvolvimento Sustentável’ que aconteceu em maio, a UNESCO, depois de ter analisado os currículos de educação de 50 países, apelou a todos os participantes que coloquem a Educação Ambiental no centro dos currículos escolares até 2025, uma vez que os atuais currículos não abordam a mudança climática, e apenas 19% deles tratam sobre biodiversidade.

Educação ambiental, como começar?

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Foto: iStock

A verdadeira educação ambiental se dá por meio do experienciar. Acontece quando oportunizamos às crianças interações diretas com a natureza. Falar sobre a preservação do meio ambiente entre quatro paredes, dentro da sala de aula, não despertará o interesse das crianças pelo mundo natural.

A infância é o período mais importante para o trabalho educativo de base.  A educação ambiental deve iniciar nesta etapa da vida por meio de experiências vivas e reais em ambientes ricos em áreas verdes.

Daí advém a atitude ética do cuidado com o meio ambiente. A criança em contato com o mundo natural é o potencial cuidador e preservador da natureza porque em seu corpo haverá memória afetiva dessa interação.

Pouco podemos esperar de um adulto que não teve contato com a natureza na infância em termos de consciência de preservação ambiental. Atitudes pró- ambientais na fase adulta resultará de crianças que criaram vínculos de afeto com a natureza pois cuidamos daquilo que amamos, e amamos aquilo que conhecemos.

 “Dê às crianças a chance de amar a Terra antes de pedir que elas a salvem”, é o que diz David Sobel, professor norte americano da Universidade de New England.

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