A empresa de consultoria internacional Mercer publica, anualmente, um documento sobre as melhores cidades para se viver. A última edição, publicada no último em fevereiro, traz uma má notícia para os paulistanos: a cidade que ocupava 115º posição, em 2013, agora está na 120º.

Mais uma vez, Viena, capital da Áustria, ocupa o primeiro lugar. Aliás, quando se fala em qualidade de vida, já não é novidade que as cidades europeias estão no topo da lista:

Top 5

– Viena (Áustria)


David Mark/Pixabay

– Zurique (Suíça)


Nitli/Pixabay

– Auckland (Nova Zelândia)


Chewy Pineapple/cc

– Munique (Alemanha)


David Kostner/cc

– Vancouver (Canadá)


Jamesz/Flickr

“As cidades europeias desfrutam o mais alto padrão de qualidade de vida no geral em comparação às cidades de outras regiões. Cuidados com a saúde, infraestrutura e locais de recreação geralmente contam com um padrão bastante elevado. A região presenciou pouquíssimas mudanças nos padrões de vida ao longo do último ano,” afirma Slagin Parakatil, pesquisador sênior da Mercer. Para ele, ainda somam aos benefícios a estabilidade política e os níveis de criminalidade baixos.

A consultoria afirma que realiza a pesquisa para apoiar as empresas multinacionais e outros empregadores que queiram compensar os funcionários quando esses são colocados em transferências internacionais não benéficas. Duas iniciativas comuns incluem uma ajuda de custo destinada à qualidade de vida e uma bonificação a título de mobilidade.

A ajuda de custo para qualidade de vida ou “adversidade” visa compensar uma redução na qualidade de vida entre os países de origem e de destino, enquanto a bonificação a título de mobilidade simplesmente compensa a inconveniência de estar deslocado e ter que trabalhar em outro país. Os relatórios da pesquisa sobre Qualidade de Vida da Mercer fornecem informações e recomendações para mais de 400 cidades ao redor do mundo, e o ranking cobre 223 dessas cidades.

O estudo leva em consideração aspectos ambientais, econômicos, socioculturais, educacionais, mobilidade urbana, dados sobre criminalidade, condições habitacionais, entre outros fatores.

Confira abaixo as melhores e piores cidades listadas, de acordo com o continente:

Melhores da América do Norte

– Vancouver (Canadá)

– Ottawa (Canadá)

– Toronto (Canadá)

– Montreal (Canadá)

– São Francisco (EUA)

Piores da América do Norte

– Detroit (EUA)

– Saint Louis (EUA)

– Houston (EUA)

– Miami (EUA)

Melhores da América do Sul e Central

– Pointe-À-Pitre (Guadalupe, ilha caribenha)

– San Juan (Porto Rico)

– Montevidéu (Uruguai)

– Buenos Aires (Argentina)

– Santiago (Chile)

Piores da América do Sul e Central

– Porto Príncipe (Haiti)

– Tegucigalpa (Honduras)

– Caracas (Venezuela)

– San Salvador (El Salvador)

Melhores da Europa

– Viena (Áustria)

– Zurique (Suíça)

– Munique (Alemanha)

– Düsseldorf (Alemanha)

– Frankfurt (Alemanha)

Piores da Europa

– Tbilisi (Geórgia)

– Minsk (Bielorússia)

– Yerevan (Armênia)

– Tirana (Albânia)

– São Petersburgo (Rússia)

Melhores da Ásia

– Singapura (Singapura)

– Tóquio (Japão)

– Kobe (Japão)

– Yokohama (Japão)

– Osaka (Japão)

Piores da Ásia

– Dushanbe (Tajiquistão)

– Dhaka (Bangladesh)

– Ashkhabad (Turcomenistão)

– Bishkek (Quirguistão)

– Tashkent (Uzbequistão)

Melhores da Oceania

– Auckland (Nova Zelândia)

– Sidney (Austrália)

– Wellington (Nova Zelândia)

Melhores do Oriente Médio e África

– Dubai (Emirados Árabes Unidos)

– Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos)

– Port Louis (Ilhas Maurício)

– Durban (África do Sul)

Piores do Oriente Médio e África

– Bagdá (Iraque)

– Bangui (República Centro-Africana)

– N’Dejamena (Chade)

– Sana (Iêmen)

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.