O estudante norte-americano Camren Brantley-Rios decidiu desafiar a si mesmo a incluir insetos em todas as suas refeições durante 30 dias. Pode soar estranho, mas comer insetos é uma prática antiga e aderida por, aproximadamente, dois bilhões de pessoas em todo o mundo. Conhecido como “entomofagia”, o hábito é estimulado pela Organização das Nações Unidas como uma alternativa para acabar com a fome mundial.


Foto: Divulgação

Por incrível que pareça, os insetos estão entre as opções mais saudáveis de alimentos que existem. Eles são ricos em proteínas e diferentes vitaminas e podem substituir boa parte dos nutrientes presentes na carne bovina, por exemplo. A grande diferença é que a produção de insetos é muito mais sustentável do que a de grandes animais. É necessário pouco espaço e também poucos alimentos para mantê-los saudáveis e produtivos.

Brantley-Rios criou um blog para compartilhar cada detalhe de sua experiência. Na apresentação ele confirmar que o hábito de comer insetos nunca fez parte da sua rotina. Mas, com o passar do tempo e ao saber mais sobre os benefícios da “entomofagia”, seu interesse pelo tema aumentou e ele decidiu encarar o desafio e sentir na prática como seria comer insetos.


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O norte-americano começou o experimento no dia 30 de janeiro de 2015. Sua primeira refeição foi uma mistura de um prato que ele já estava acostumado a comer, com um toque especial. O omelete com abacate recebeu o complemento de uma porção de larva da farinha. A combinação estranha foi aprovada pelo jovem, que garantiu que a mistura estava bastante saborosa.


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Nos dias que se seguiram, Brantley-Rios provou diversas formas diferentes de incluir os insetos em pratos comuns ou mais exóticos.  Gafanhotos, baratas, larvas e até mesmo aranhas ganharam versões que variam de muffins até sushis, passando por pizza, sopas e até mesmo tarântula empanada.


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Durante 30 dias o jovem tentou as mais inusitadas misturas e ele garante que a experiência foi muito positiva. O estudante gostou tanto dos experimentos, que continuará o projeto por um prazo maior, para que seja possível analisar os impactos em sua saúde gerados por uma dieta rica em insetos por um longo período.


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Clique aqui para acessar o blog de Camren Brantley-Rios.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

 

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.