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Programa realiza intervenções para crianças. | Foto: Andrea Rego Barros | Divulgação

Uma pesquisa recente na Inglaterra alerta para o declínio das brincadeiras ao ar livre entre crianças. Mais de um terço das crianças não brincam ao ar livre depois da escola, e uma em cada cinco não o faz nos fins de semana, levantando preocupações sobre a saúde física e mental infantil.

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O estudo da Universidade de Exeter, publicado na revista Wellbeing, Space and Society, revelou que 34% das crianças não brincam ao ar livre em dias de aula, enquanto 20% não brincam ao ar livre nos fins de semana. Pesquisas indicam que atividades externas favorecem o desenvolvimento social e emocional, e crianças que passam mais tempo ao ar livre apresentam melhores habilidades sociais e menos problemas comportamentais e emocionais.

Os pesquisadores identificaram ainda padrões distintos entre grupos étnicos. Crianças de ascendência britânica brincam mais ao ar livre durante a semana escolar, enquanto crianças de ascendência sul-asiática concentram essas atividades nos fins de semana. Além disso, crianças de comunidades menos carentes se beneficiam mais das brincadeiras ao ar livre do que aquelas em áreas mais vulneráveis.

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Foto: Alaric Sim na Unsplash

“Brincar ao ar livre é essencial para o crescimento e desenvolvimento das crianças, e nossa descoberta de que muitas crianças não brincam ao ar livre regularmente é preocupante, pois está ligada a vários problemas de saúde, incluindo obesidade, ansiedade e depressão”, afirma o pesquisador principal, Dr. Mark Ferguson.

Ainda segundo o pesquisador, é preciso criar medidas para incentivar atividades ao ar livre e garantir que as crianças levem vidas saudáveis e ativas, como a criação de áreas residenciais propícias ao lazer e ambientes urbanos mais seguros, onde as famílias possam relaxar, se exercitar, socializar e brincar. “Mas é importante lembrar as diferenças culturais e envolver as comunidades para que essas iniciativas sejam bem-sucedidas”, ressalta.

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Estudo

A pesquisa analisou 2.568 crianças de 7 a 12 anos, participantes do programa multiétnico “Born in Bradford”, que acompanha a saúde, o desenvolvimento e o bem-estar de mães e filhos desde a gestação.

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Foto: Olivia Bauso | Unsplash

“Este estudo demonstra a importância de as crianças se afastarem das telas e brincarem ao ar livre depois da escola e nos fins de semana para a saúde mental delas. Temos a sorte de, em Bradford, contarmos com muitos parques e áreas verdes belíssimas”, afirma a professora e diretora do programa Rosie McEachan. “As ruas do nosso bairro são espaços igualmente importantes para as crianças, e precisamos garantir que sejam locais seguros e acolhedores, livres de trânsito e poluição”, completa.

Os pesquisadores avaliaram habilidades socioemocionais usando a pontuação total de dificuldades, calculada a partir de questionários respondidos pelos pais. A análise conclui que brincadeiras ao ar livre fortalecem habilidades socioemocionais por meio de atividade física, socialização e aventuras, reforçando a necessidade de ampliar o acesso seguro a espaços externos.

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As informações são da Universidade de Exeter