Faz tempo que o hábito de comer com um par de palitinhos está ameaçando as florestas da China. No país oriental, as autoridades públicas já pedem para a população substituir os hashis por garfo e faca, uma vez que são derrubadas cerca de 20 milhões de árvores por ano para produzir os tradicionais talheres descartáveis.

O cerco fechou não só para a indústria de hashis da China, mas também para boa parte da população, que joga no lixo cerca de 80 milhões de pares de palitinhos por ano. “Temos que mudar nossos hábitos de consumo”, diz Bai Guangxin, presidente do Grupo de Indústria Florestal de Jilin.

Para enfrentar o problema, Guangxin lembra que, em 2006, o governo chinês começou a adotar medidas de restrição à fabricação dos hashis – instituindo, no mesmo ano, um imposto de 5% para a indústria dos palitinhos.

Em 2009, o presidente da China anunciou que o país tem planos para aumentar sua área florestal em 40 milhões de hectares até 2020 – e que a fabricação de hashis era uma das maiores vilãs para o desenvolvimento sustentável das florestas chinesas. Contudo, o país é o maior importador de madeira no mundo.

Esta não é a primeira mudança em nome do desenvolvimento sustentável que envolve hábitos culturais e alimentares dos chineses. Em fevereiro, o CicloVivo noticiou que o país pode banir o churrasco em áreas urbanas, com o objetivo de reduzir a poluição atmosférica nas metrópoles. Com informações do InHabitat.

Redação CicloVivo

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Arquiteta e urbanista com formação em desenvolvimento sustentável pela University of New South Wales, em Sidney, Austrália. Fundou o CicloVivo em 2010 com a proposta de falar sobre sustentabilidade de forma divertida e descomplicada. Acredita que o bom exemplo é a melhor maneira de influenciar pessoas e que a simplicidade é a chave para vivermos em harmonia.