A decisão de parar de comer carne pode ser especialmente difícil para quem não é muito fã de legumes e verduras. Para muitas pessoas, tais alimentos são “sem graça”, mas para Ilana Strauss, colunista do site TreeHugger, o segredo está na gordura.

É comum as pessoas associarem o vegetarianismo e o veganismo a uma alimentação saudável. É fato que há pessoas que optam por tais dietas em busca de refeições mais sadias, assim como há muitos estudos que relacionam o consumo excessivo de carne com doenças. Mas, o erro começa aí: uma coisa não está relacionada com a outra necessariamente.

Em outras palavras, é possível ter uma alimentação totalmente livre de ingredientes de origem animal e ainda sim alimentar-se mal, comendo sanduíches constantemente e muita soja, por exemplo. Tudo que você pensar no quesito fast-food, já possui sua versão vegana. Mas, não queremos incentivar ninguém a fazer má refeições, apenas dissociar essas duas coisas e ressaltar a importância de que é preciso equilíbrio na alimentação. 

Ficando clara essa parte, voltemos ao ponto de Ilana: a gordura. Ela salienta que ao retirar a carne da alimentação, o indivíduo não está apenas tirando a proteína, mas também a gordura que a carne solta. Então, ao cozinhar, é preciso substituir também a gordura animal por outros tipos, como azeite de oliva extravirgem, por exemplo, que até ajuda a prevenir a formação de coágulos sanguíneos, entre outros milhares de benefícios (uma busca rápida no google te levará a diversas informações sobre o azeite extravirgem). Não é porque você decidiu comer mais vegetais que eles precisam vir com zero óleo e zero temperos. A chance de desistir deste tipo de refeição em pouco tempo é enorme.

“Se eu estou fazendo vegetais, eu costumo fritá-los. Ou, se estou assando ou cozinhando, coloco óleo antes de levar a comida no fogo. E eu coloco abacate em quase tudo”, afirma a colunista. Aliás, o abacate é um dos alimentos que fazem bem ao coração, uma vez que possui ômega 9, uma das gorduras boas para o organismo. O importante é lembrar que tudo em excesso pode fazer mal, equilíbrio é a chave.

A percepção de que vegetais não são saborosos deve-se a maneira que as pessoas cozinham e não o alimento em si também é compartilhada por Luiza Voll, que é colunista da Marie Claire. Pelo Instagram, ela já afirmou que é preciso entender como cada pessoa gosta de cada vegetal, se cozido, assado, mais crocante ou cru. E como fazer isso? testando e experimentando. Cada pessoa tem seu gosto particular. É possível acompanhar (e se inspirar) em diversas elaborações de pratos, a maioria sem uso de alimentos de origem animal, que Luiza compartilha na rede social. Veja aqui.