consumo de carne Brasil
Reprodução O consumo de carnes e alternativas vegetais no Brasil

Uma pesquisa que sobre o consumo de carne e alternativas vegetais entre os brasileiros ouviu 2 mil pessoas das cinco regiões do país entre os dias 11 e 20 de maio de 2020 e teve seus resultados divulgados nesta semana por empresas da indústria de alimentos, com o apoio da foodtech NotCo, especialista em alimentos com produtos de origem vegetal.

O estudo, O consumo de carnes e alternativas vegetais no Brasil foi coordenado pelo The Good Food Institute (GFI) junto ao Ibope, e mostra revela dados relevantes para o desenvolvimento e propagação de proteínas vegetais no Brasil.

A pesquisa teve um olhar especial para o mercado de proteínas alternativas no Brasil e a evolução da demanda desse tipo de produto. Os dados mostram que cerca de metade das pessoas, 49%, já reduziu seu consumo de carne nos últimos 12 meses. Apesar disso, o consumo de proteína de origem animal ainda é bastante alto, independente da categoria.

Considerando a frequência mínima de três vezes semanais, os produtos de origem animal mais consumidos são laticínios, seguidos por ovos e derivados e depois o leite de vaca. Em seguida, o tipo de alimento de origem animal mais consumido é o frango, seguido pela carne bovina e depois a suína.

Peixes e frutos do mar são a carne menos consumida pelos brasileiros – menos de 10% das pessoas disseram comer esse tipo de produto três ou mais vezes por semana. Quando perguntados sobre alternativas vegetais em substituição aos produtos de origem animal, 39% disse já consumir esse tipo de produto pelo menos três vezes por semana.

Flexitarianismo

Em relação ao flexitarianismo – prática alimentar que consiste na redução do consumo de proteína animal -, a pesquisa aponta que os flexitarianos são em sua maioria mulheres e jovens e, no outro oposto, a maior resistência à redução é representada por homens e pessoas com mais de 55 anos.

Grande parte das substituições dos flexitarianos é feita apenas com vegetais, 47%, seguidos por carnes vegetais análogas. A primeira alternativa vegetal análoga foi lançada no Brasil em 2019 e já conta com 12% do consumo dos flexitarianos. Apesar do pouco tempo no mercado, a categoria já passou à frente das alternativas vegetais não análogas, que contabilizam 7%.

“Em 2018, outro estudo realizado pelo GFI apontou que 29% dos brasileiros tinham diminuído o consumo de carne. Na pesquisa de 2020, vemos que este número saltou para 49%, ou seja, o brasileiro está adotando cada vez mais o flexitarianismo em sua dieta”, afirmaCiro Tourinho, country manager da NotCo Brasil.

Proteínas vegetais

Na hora de comprar proteínas alternativas, o estudo revela ainda que a quantidade de proteína, ter menos gordura e ter ingredientes naturais são as características mais relevantes nas três categorias de análogos vegetais.

Outro aspecto investigado pela pesquisa foi a importância de determinadas características sensoriais na hora de escolher um produto. Possuir sabor, aroma e textura igual ou melhor que o produto de origem animal e ser o mais natural possível são as maiores prioridades dos consumidores.

Possuir sabor, aroma e textura igual ou melhor foi apontado por 62% dos participantes como a característica mais importante. A vontade de consumir um produto o mais natural possível ficou bastante próxima do primeiro lugar, com 60% das pessoas também escolhendo essa característica, o que indica que o consumidor valoriza a percepção de naturalidade nos produtos. Logo em seguida foi priorizado o valor nutricional igual ou melhor, com 59%.

Já, quando perguntados sobre o que os faria pagar mais caro por um produto vegetal, os principais atributos apontados pelo consumidor foram ter aditivos naturais ao invés de artificiais, junto com não ter gorduras saturadas. Ambas opções foram escolhidas por 30% dos participantes, demonstrando a importância de atributos de saudabilidade para o consumidor.