5 dicas para escolher chocolates mais saudáveis
Páscoa no Brasil é sinônimo de chocolate. E podemos aproveitar essa delícia de forma mais saudável, sem abrir mão do prazer
Páscoa no Brasil é sinônimo de chocolate. E podemos aproveitar essa delícia de forma mais saudável, sem abrir mão do prazer
É só a Páscoa se aproximar que os supermercados passam a exibir uma infinidade de barras, caixas de bombom e ovos de chocolate nas prateleiras. Entre embalagens chamativas e diferentes sabores, muitos consumidores acabam escolhendo seus chocolates apenas pelo visual ou pelo preço, sem perceber que pequenas informações no rótulo podem ajudar a identificar opções com menos açúcar ou mais adequadas para quem busca manter a dieta.
Apesar da variedade disponível no mercado, observar a composição nutricional pode ajudar a fazer escolhas mais equilibradas. Segundo o Dr. Edson Ramuth, médico e fundador da Emagrecentro, olhar atentamente a tabela nutricional e a lista de ingredientes permite entender melhor a qualidade do produto antes da compra.
“Muitas vezes a decisão acontece pela embalagem ou pela marca, mas o rótulo traz informações importantes que ajudam o consumidor a identificar a quantidade de açúcar, o tipo de gordura utilizado e a presença de ingredientes de melhor qualidade”, explica o especialista. Confira as dicas que o Dr. Edson dá para a hora da escolha.

O percentual de cacau costuma indicar a quantidade de açúcar presente no produto. “Chocolates com 50%, 60% ou 70% de cacau normalmente têm menor adição de açúcar em comparação às versões tradicionais ao leite. Quanto maior o percentual de cacau, menor tende a ser a quantidade de açúcar adicionada. Por isso, observar essa informação na embalagem é uma forma simples de fazer uma escolha mais equilibrada”, orienta o Dr. Ramuth.
A lista de ingredientes sempre aparece em ordem de quantidade, do maior para o menor. “Quando açúcar, xarope de glicose ou açúcar invertido aparecem logo no início, isso indica maior concentração desses ingredientes. Se o açúcar aparece entre os primeiros itens da lista, significa que ele está presente em grande proporção. O ideal é que a massa de cacau apareça primeiro”, explica o médico.
Outra estratégia importante é observar quantos gramas de açúcar existem em cada porção. “Comparar diferentes marcas pode ajudar o consumidor a identificar opções com menor teor. A tabela nutricional permite comparar produtos semelhantes e entender qual deles apresenta menor concentração de açúcar”, afirma.

Algumas versões de chocolate branco utilizam gorduras vegetais hidrogenadas ou fracionadas no lugar da manteiga de cacau, o que pode reduzir a qualidade do produto. “Quando a manteiga de cacau é substituída por outras gorduras, o produto perde qualidade nutricional. Por isso, vale sempre verificar na lista de ingredientes se a manteiga de cacau aparece entre os principais componentes”, orienta.
Recheios como brigadeiro, creme de avelã, caramelo ou biscoitos costumam concentrar ainda mais açúcar e gordura. “Essas versões costumam ter composição mais calórica. Optar por chocolates com menos recheios ou com maior teor de cacau pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar”, relata. Mesmo com escolhas mais conscientes, o especialista reforça que o equilíbrio continua sendo fundamental. “O chocolate pode fazer parte da alimentação, mas o ideal é evitar exageros e manter porções moderadas ao longo do dia”, conclui.
Além da preocupação com o preço e com a qualidade do chocolate, devemos olhar para o que compramos pensando no impacto que cada escolha tem no planeta. Escolha chocolates de marcas que cultivam usam o cacau cultivado de maneira sustentável – existem muitas marcas que usam matérias primas produzidas por comunidades tradicionais em sistemas agroflorestais e mostram que têm uma cadeia de produção com impacto positivo para o meio ambiente e para as pessoas que ajudam a proteger nossas florestas.
