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Teve início às 9h da manhã desta quarta-feira (11) a sessão de votação que definirá o futuro do Código Florestal Brasileiro. Mesmo com as solicitações e manifestações feitas na última semana, o líder do Executivo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT), informou que a decisão não será adiada novamente.

Segundo ele, as sugestões de alteração feitas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB) já estão prontas para serem votadas, o que deve ocorrer às 12h de hoje. No entanto, o plenário terá a possibilidade de discutir as questões apontadas na proposta antes de manifestarem suas opiniões finais.

A decisão agrada os agricultores, que apoiaram a proposta desde o momento em que ela foi apresentada por Rebelo, no entanto, ainda é motivo de discórdia entre os ambientalistas, que se mostram preocupados com os impactos ambientais que podem ser gerados caso as alterações sejam colocadas em prática.

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Na última semana, uma das pessoas mais emprenhadas em impedir a votações foi a ex-candidata à presidência, Marina Silva. Ao reunir-se com o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, a ambientalista sugeriu que o governo fosse o responsável pela construção do texto com as propostas de mudanças no Código Florestal, para que todos os cuidados necessários com o manejo do solo fossem levados em consideração.

Mesmo com os esforços, o que ocorreu foi o anúncio de um possível acordo entre a bancada ruralista e o governo, possibilitando a votação. Esse resultado, no entanto é visto com incredulidade pela ONG ambiental Greenpeace, que através do coordenador de campanha da Amazônia, Márcio Astrini, informou que a proposta está em desacordo com o que a presidente Dilma Rousseff havia anunciado anteriormente. Na última semana, Dilma informou sua intenção de vetar algumas propostas da alteração, como a anistia, e a redução das Áreas de Preservação Permanente.

O presidente da Câmara, Marco Maia, informou que durante a sessão os deputados receberão a versão final da proposta, já com as alterações acordadas com o governo. Segundo ele o resultado foi “a proposta possível para este momento” e que foram colocadas no papel as “propostas para agricultores e ambientalistas”. Com informações do G1 e Estadão.

[VIDEO:mudancas_no_codigo_florestal_corte_essa_ideia]

Redação CicloVivo

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