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A beleza das praias brasileiras atrai cada vez mais turistas. A movimentação traz benefícios econômicos, porém toda essa intensidade de visitantes tem causado graves danos ambientais. A região de Paraty, no Rio de Janeiro, é um exemplo disso.

As praias do município são cercadas de reservas de Mata Atlântica e em algumas delas só é possível chegar de barco ou através de trilhas. No entanto, o turismo desordenado e a falta de estrutura desses locais têm sido grandes ameaças. Na temporada 2009/2010 a região recebeu 35,8 mil pessoas no feriado de ano novo. Durante o carnaval o número também foi bastante expressivo e o resultado após a passagem dos turistas foi muito lixo, esgoto e degradação.

Para tentar minimizar esse problema os institutos EcoBrasil e BioAtlântica, em parceria com a ONG ambiental SOS Mata Atlântica, realizarão uma pesquisa com recomendações para controlar o turismo e reduzir os impactos do homem nesses paraísos naturais. A área abrangida pelo estudo inclui a Vila de Trindade, Vila Oratório, Praia do Sono e Ponta Negra.

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Uma das opções para solucionar o problema é limitar a quantidade de carros que podem entrar na região, como ocorre em Fernando de Noronha. Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, o diretor executivo da Associação Cairuçu, Daniel Cywinski, explicou que é melhor ter qualidade no turismo ao invés de quantidade.

Em algumas praias da região as ações de ordenamento obrigaram a retirada de bares, mas, mesmo que o trabalho seja feito há três anos, muitos bares ainda continuam lá. O tipo de turismo realizado na região mudou muito, desde 1971 quando foi criada a unidade de conservação. Segundo o chefe do parque, Francisco Livino, hoje os jovens vão para as praias, principalmente a Praia do Meio, para “fazer balada, tomar cerveja e ouvir música”, enquanto o ideal seria que a área fosse usada para ecoturismo. Com informações do Estadão.

Redação CicloVivo

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